terça-feira, 9 de dezembro de 2014

A efemeridade das coisas alegres e tristes

Como a luz que se apaga, já não me lembro mais por que chorava.
Você se lembra?
O sofrimento passou. De alguma forma.
E se atenuou.

Como um sopro sobre a chama tremulante da felicidade,
A dor tão logo me sobreveio.
E me esqueci por que sorria.
Você consegue me explicar?
Me dizer o motivo pelo qual as nuances do destino e dos acontecimentos me afetam tanto?
Me atropelam tanto?

Assim como um doce que é oferecido a uma criança que chora dolorosamente e a faz parar ao perceber o agrado.
Assim a vida - se com intenção não sei, isso me é mistério - brinca com os seres humanos.
E o tempo. Esse os assola, mas também traz alívio.

Por que temos altos e baixos?
Lágrimas e gargalhadas.
À mercê dessa dupla que raramente dá o ar da graça pelo mesmo motivo.
Rio.
Choro.
Ambíguo, no rodopio de um dos passos firmes do tempo. O tempo de cada um.
Em alternância, na dança dos sentimentos que é a vida. A nossa vida.




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