domingo, 30 de novembro de 2014

Da vida, o chá verde

Todo o processo envolve a compra de um produto confiável. Camelia sinensis. É essa a planta de onde vem esse chá que possui tantos benefícios.
Compreende a separação dos utensílios que têm de ser usados:
Panela; colheres para o açúcar e as folhas do chá; caneca que lhe faz bem, para conter o líquido quente e envolvente; peneira para folha não beber.
Disso, segue-se o processo.
Aquecer a água, mas não fervê-la. Observar a formação de bolhas e o fogo desligar.
Sobre a cama de folhas moídas, no meu caso; e açúcar, porque a vida sem doce é sem graça, despeja-se o líquido quente que alimenta a vida. Despeja não dentro da caneca ou xícara que por fim será usada, mas sim em outro recipiente que não o final.
Observar a água assumir sua cor verde de mar.
Espera 5 min, para todos os nutrientes do chá colher.
Ouve uma música boa para paciência criar.
Sente o aroma meio metálico das folhas para o provocar.
Lança mão da peneira.
Pega a caneca que lhe apraz. Pode ser a com motivos de esperança.
Peneira o chá.
O líquido verde passa e, então, as folhas ficam. Do açúcar, agora, só o sabor que abate o gosto desafiador da Camelia.
Bebe, enquanto seu livro lê.
Repete o processo para e por toda a vida.

Dele:
A parcimônia e diligência do fazer.
A força para enfrentar o gosto, e a simplicidade de adicionar o doce que abate o amargo.
A vitória dos benefícios.
A calma do esperar.
A constância da repetição.
O prazer de apreciar o pequeno.
A felicidade singela do dia-a-dia e de um hábito.