quarta-feira, 18 de junho de 2014

Se me permite dizer, meu amigo

Um bom amigo meu me orientou a não publicar textos sem antes amadurecê-los.
Sempre prudente e sensato esse meu amigo. No ímpeto, muita coisa que não deveríamos falar, acabamos falando. Palavras das quais podemos nos arrepender.
É bom nos refrear no calor das emoções.
Mas como se conter quando a palavra escorre pelos dedos e pede para ser divulgada?
Como quando o grito de outras pessoas em igual situação chega até mim e o socorro que posso oferecer é meu compartilhar?
Há momentos em que o agir, e aqui cabe o escrever, é urgente. Necessário.
Relevante e imperativo.
Meu amigo, sigo seus conselhos com vários textos. Mas em muitos deles o clamor se calou e quando volto a eles, a voz já se foi, deixando apenas uma vaga lembrança do que se queria dizer.
Não que não tinha de ser assim. E não que não vá surgir outra oportunidade da palavra ser mostrada. O amadurecer em muitos aspectos é de muito valor. Mas quando não sabemos lidar com ele. O texto passa do ponto. E a mão se perde.
Não busco o título de melhor escritor do mundo.
E nem de grande sábio.
Apenas de mais um entre muitos que tem boas intenções.
Não me leve a mal hoje, meu amigo, posto esse texto com algumas poucas lidas após sua composição.
Não que não leve seu conselho em consideração, mas apenas para mostrar meu ponto.
O ponto de que há palavras que saltam, ganham vida e pedem para assim serem expressas.
Suas falas estão em minha memória há muito tempo. Acredite, tento siga-las. Portanto, se lhe servir de alívio, em muito as refleti. Todavia, hoje as deposito em papel, para transmitir seus conselhos, valorizar suas palavras, e a outros deixa-las aconselhar.
Porém, meu amigo, se um conselho meu você também quiser, digo-lhe que a palavra às vezes também pede por menos reflexão e mais ação.
Perdoa-me, porque resolvi escrever por escrever. Porque as palavras me saltaram e pouco reli esse texto antes de divulgar.

Hoje, deixei-me guiar pelo que as palavras quiseram me mostrar.

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