sábado, 17 de maio de 2014

Resolvi escrever meus sonhos à lápis

“All men dream: but not equally. Those who dream in the dark recesses of the night awake in the day to find all was vanity. But the dreamers of day are dangerous men, for they may act their dreams with open eyes, and make it possible.” (T. E. Lawrence)
...
"Todo homem sonha: mas não igualmente. Aqueles que sonham no recesso escuro da noite acordam de dia para descobrir que tudo era vaidade. Mas os sonhadores do dia são homens perigosos, porque eles vivem seus sonhos de olhos abertos, e os fazem possíveis". (T. E. Lawrence)

Bom, resolvi sonhar de olhos bem abertos.
Sonhando, arriscando-me.
E nessas minhas empreitadas resolvi encarar mais uma seleção de nível internacional. Sabia que talvez não fosse possível, mas sonhei e fui selecionado.
Amigos, ainda antes de voltar para o Brasil, vou morar na Alemanha por 6 semanas para fazer parte de um escola de verão com tudo pago em Epigenética e dano de DNA. Nessa escola vou poder desenvolver um projeto independente e participar de encontros científicos com figuras internacionais. Soube que 17 estudantes de graduação e mestrado apenas ao redor do mundo foram selecionados numa competição que foi acirrada. É um honra ser brasileiro nesse momento e poder fazer parte desse evento como tal.
Os desafios para fazer parte desse curso são grandes.
Primeiro, a burocracia. CNPq, por favor, aprove a minha ida! rs!
Segundo, a mudança. Serão duas: Reino Unido - Alemanha, Alemanha - Brasil. Containers serão necessários? Dicas? rs!
Terceiro, a língua, o local. Vai ser tudo em inglês no curso, claro, mas todo o resto do ambiente será em alemão. Vejo mais uma oportunidade aí!
Quarto, volta às aulas no Brasil. Vou perder algumas aulas.
Quinto e mais pesado, a distância. Saudade, muita saudade de todos da minha terra amada, Brasil.

Poderia continuar enumerando. Mas é necessário parar, porque os desafios são para serem encarados. Os benefícios que esse curso vai trazer para o que quero do meu futuro são grandes. E é nisso que tenho de mirar quando os gigantes quiserem me assolar.
Encaro os gigantes confiante do que tenho dentro de mim e de todo suporte que minha família e amigos me oferecem. Obrigado, mãe, pai, Rodo e Pupu por sonharem junto comigo. Sigo, porque sei que tenho vocês bem junto de mim onde estiver.

Hoje eu resolvi escrever meus sonhos à lápis. Por quê?
Simplesmente, porque lápis sempre me foi mais confortável para escrever.
No entanto, mais importante, porque mesmo que alguém os venha a apagar de uma folha de papel, eles ainda estarão bem intensos em meu coração.