sexta-feira, 25 de abril de 2014

O vasto mundo e o eu pequeno

*Esse texto é dedicado às amizades que fazem esse mundo valer a pena. Dedicado a minha pequena Mimi. Dedicado a minha valente Iza. Que fizeram de uma viagem de dez dias algo inesquecível. Quando eu vi o mundo se revelar perante mim. Obrigado.
**Feliz Anversário, Mimi. 

"I'm getting old and I need something to rely on
So tell me when you're gonna let me in
I'm getting tired and I need somewhere to begin"
(Somewhere only we know - Keane)

A amplitude do mundo vista no lago Genebra em Montreux - Suíça - Photo: Ronni

Acho que encolhi.
A vastidão do mundo me fez pequeno.
As cores, os aromas, as texturas se revelaram e me modificaram.
Juntos me fizeram perceber o quanto cada canto do mundo é especial.
Os jeitos, trejeitos, as modas, as pessoas, tudo compondo a diversidade dessa linda paisagem que é a humanidade.

Não encolhi, me perdi.
A vastidão do mundo me invadiu.
Tudo me rodeou e me fez pequeno e perdido perante a amplitude do mundo.

Não me perdi, na verdade, acho que expandi minha visão.
O amplo, igualmente, abriu-me, rompeu-me e alargou em mim caminhos que antes me eram escondidos e pouco percorridos.

Me dê a mão, vamos conversar sobre o que é bom.
Me dê a mão, vamos conversar sobre o que eu vi.
Sim, sou pequeno, confuso, mas em constante mudança para abrigar em mim o que no mundo há de melhor.
Vem comigo.
Um bom chá de frutas vermelhas ali do norte e minhas histórias para lhe contar, tenho a oferecer.
Assim, não me maravilho sozinho...
Assim, sorrimos juntos.
Assim, tenho com quem partilhar o que vi e vivi e tanto me modificou.



Somewhere only we know - sung by Lily Allen

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