sábado, 22 de março de 2014

Ninguém que se gosta deveria ficar longe / Nobody who likes should be apart

Escrevo esse texto da minha mesa de estudos. A quilômetros de distância do lugar que tenho como lar. Meu doce lar. Lar dos meus queridos. Lar de todos os meus amados.
A luz tênue do meu abajur me lembra que já é tarde e deveria estar dormindo.
Mas é que, às vezes, a saudade me arrebata e preciso coloca-la em palavras para tentar aliviá-la ou, pelo menos, tentar aquecê-la de boas lembranças.
As lágrimas correm a fim de regar a alma e deixa-la mais clara e descoberta. Correm para lavá-la e, mesmo, expressá-la.
Os pensamentos vão longe e se fazem presentes com todos os que amo.
“Ninguém que se gosta deveria ficar longe”, certa vez, uma senhora assim o disse num momento de despedida.
Na época, as palavras não me fizeram sentido. Eu era novo, estava de mudança e apenas o que me restou daquela cena, impressionantemente, foram essas palavras. Palavras essas que um dia me fariam total sentido.
Sim, ninguém que se ama, minha boa senhora, deveria ficar longe.

...

I write this text at my desk far from the place I call home.
My home sweet home. The place of my dear ones. The place of all my beloveds.
The dim light reminds me it is late and I have got to go to sleep.
However, sometimes, this deep feeling of missing my people, the portuguese word saudade, snatches me. Sorrounds me. And then I need to write down it in order to receive some relief or at least warm it with good memories.
The tears sprinkle my soul and clean it. The tears help me to express it.
My thoughts fly away to meet them, that I love.
"Nobody who likes should be apart from the loved person", an old lady said once in a farewell moment.
At that time, this phrase made no sense. I was really young, changing houses, but only these words sticked in my head.
Words that make total sense now.
Yes, nobody who loves, my old lady, should be apart.

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