quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Um Terço

Certamente, não sou nem um terço do que já fui. No entanto, também, não era um terço do que sou hoje.
Olho para mim e me vejo diferente, agindo diferente.
Seria outro eu em mim mesmo?
Às vezes, estranho. E essa estranheza me pega de súbito.
Atitudes mais consistentes e protetoras. Menos ingenuidade e mais independência.
Teria eu amadurecido? Isso significa ser adulto?
Saberia eu lidar com esse amadurecimento a ponto dele me ser natural?
Pergunto-me isso, porque preciso perguntar. Preciso me questionar sobre os meus motivos e incentivos para tanto.
Preciso saber se a mudança foi para melhor.
Foi? Você consegue responder isso para você mesmo, quando se faz essas perguntas?
Sinto-me mais leve, mas ainda incomodado. Em paz, mas ainda inquieto com medo que ela se vá.
É certo que assim deve bastar para continuar prosseguindo, porque ainda há pelo que se lutar.
Sigo nessa roda da mudança e amadurecimento que é a vida.
Talvez, em algum momento, estagne, mas espero que quando isso acontecer, signifique que a felicidade veio para se fixar e jamais me faltar.
Sobre o restante da fração, é o que não se abala em mim e posso dizer que são valores que vão permanecer comigo para sempre, porque jamais vão perder sua importância.

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