domingo, 27 de outubro de 2013

Diferenças entre o ensino europeu e o brasileiro: carga horária / Contrasts between the european and brazilian academic studies: timetable

Tenho vivido aqui no Reino Unido o que a reportagem do site da Folha aponta: http://abecedario.blogfolha.uol.com.br/2013/10/17/universidades-de-ponta-tem-menos-aulas/ 
Uma das habilidades que as universidades daqui querem que o aluno desenvolva é a de adquirir o saber independentemente, o chamado "Independent Study" ou, em português, Estudo Independente. Em outras palavras, o aluno ser um agente ativo do seu aprendizado, pensando por si mesmo. Em caso de dúvida, o professor pode ser procurado a qualquer momento. Os professores frisam isso, "procurem-nos para tirar dúvidas", mas é o aluno que tem de buscar. É, literalmente, o aluno quem decide se vai mais fundo e, consequentemente, mais longe!
Realmente, é algo que as universidades brasileiras têm de debater. A carga horária é sufocante, por vezes. Quem faz mais atividades extras é tido como sobre-humano, porque não temos essa cultura e a carga horária já exige demais. 
Eu sempre tive essa postura de procurar o extra, mas não nego os contra-pontos, sacrifícios e preço que paguei por isso. 
Não acho também que só a mentalidade das universidades tem de mudar. A do brasileiro estudante tem, igualmente. Não adiantaria dar horas mais livres para alunos que nem se importariam em bem aproveitá-las. 
Lembrando que, por outro lado, a universidade brasileira deveria oferecer os benefícios que as daqui oferecem, como total suporte e incentivo para "societies", empresas juniors, estágio e por aí vai. Porque sem isso fica complicado pro aluno querer fazer algo. 
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I live here in the UK what this Folha de São Paulo's article points out: http://abecedario.blogfolha.uol.com.br/2013/10/17/universidades-de-ponta-tem-menos-aulas/ 
One of the skills that universities here want the students improve is the one related to Independent Study. In other words, the student as the active agent of her/his learning, thinking by her/his own. If a student has a doubt, she/he just has to go talk with her/his professor. It is, literally, the student who decides if she/he goes  deeper and further.
This is something that the universities in Brasil really have to debate. The timetable of a Brazilian student does not leave space for nothing else beyond classes and academic studies. No extra activities, like internships, societies and so on. Not if you are someone who wants to have the best grades. Brazilians do not have this mentality of giving importance for extra activities, activities that are so important for learning and personal improvement.
Personally, I always had this posture of looking for extra activities, but I cannot deny the constraints, sacrifices and the price that I had to pay to be more active and do more beyond the severe Brazilian timetable of studies.
Either I think that just the mentality of the universities has to change. The student's thoughts have to change, too. The university could give more time for extra activities, however the student should be able of taking advantage of it, not thinking only of being free and doing nothing.
On the other hand, the Brazilian universities would have to improve their structure and start to offer opportunities for extra duties such as internships, junior companies and societies. Since without these activities, it would be hard for anyone does anything.     

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