quarta-feira, 25 de setembro de 2013

O que fazer quando a poesia se vai?

Sinceramente, não sei.
Procurei em dias passados por ela, mas ela não estava dentro mim. Em lugar algum.
Mas como saber que ela se foi?
Isso posso responder, porém de uma forma pessoal.
Em mim, uma sequidão se faz presente. É como se tudo mais fosse colorido, mas meus olhos apenas conseguissem ver algo sem cor. A alegria está ali, vejo que ela rodeia outros, só que, no entanto, é-me inalcançável.
Frustração. Indiferença.
Falta de melodia. Falta de inspiração.
Seco. Por fora na visão, e por dentro.
Nesse ponto, pergunto-me, mais do que a vocês, o que fazer?
Pacientemente, esperar.
Agarrei-me a pequena chama que ainda ardia, que penso que arde mesmo no mais desesperançado, e esperei.
Nunca pensei que ela não voltaria em algum momento.
É um tempo difícil. Não sem crescimento, claro. Mas ainda assim difícil.
Ninguém quer viver sem alegria ou inspiração.
Esses sentimentos são energia para continuar vivendo.
O que fazer?
Ter esperança.
Observar sem alarde e esperar que ela o alcance de novo.
Digo sem alarde, porque quem deve saber são as pessoas com quem queremos confessar nossos sentimentos. Mesmo assim, nem todos, nem sempre. E existem vezes que o deserto exige uma reflexão mais só.
Quando a poesia chegar, para mim foi assim, haverá canções e sorrisos reais, quase palpáveis. Mais gente do que a quem você contou perceberá e poderão se alegrar com você.
O que me ajudou a passar pelo tempo seco?
O que me alcança agora, quando a poesia me é presente, a música.
A música é um reservatório de poesia sem igual.
Outros, cheios dela, espalham-na e reavivam a chama que antes estava fraca em você.
O que fazer quando a poesia se vai?
Aparentemente, respondi mais do que disse saber no começo.
Foi assim comigo. Não espero, realmente, que seja do mesmo jeito com você, apesar de todos nós termos fases boas e ruins em nossas vidas.
Todavia, quero enfatizar algo, que ainda não mencionei e que é crucial para essa fase: não fique sozinho.
A sua família e os seus amigos também têm essa poesia - que pode ser tanta coisa em nós -, a qual encanta a nossa vida.
Há resquícios da estação seca ainda em mim, mas espero que em breve tudo já seja primavera e eu possa colher os frutos.
Anseio por eles.
Por fim, não, eu não renego as cicatrizes e as marcas geradas, são minhas e me tornam mais forte.
Que seja assim com você também e que, em breve, eu possa ver você sorrindo e dançando ao som dos seus sentimentos e coração. Com um renovo sem igual.


Uma música que me ajudou: http://www.youtube.com/watch?v=wk35pc4yWX0&list=PLB18B88E0E1381E08

Uma palavra emocionada sobre os invernos das nossas vidas sob uma perspectiva cristã: http://www.youtube.com/watch?v=5ycWh4JP_lA 


Buckingham Palace Gardens - London/ UK. 25/09/2013. Por Ronni da Silva.

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