segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Carta ao Outubro

"Hoje, chorei como um bebê
Para amanhã acordar forte e desejoso de viver
Como sempre toda criança interior deve ser". (01/10/12)


Olá, Outubro!

Você foi e voltou mais rápido do que esperava.
Sou feito de lembranças, como você bem sabe nesses 24 outubros que se fez presente, e não poderia me esquecer das lágrimas pesadas que derramei em seu primeiro dia no ano de 2012. 
Nunca imaginei que estaria ainda mais longe daqueles capazes de me consolarem com a compatibilidade de alma necessária. No entanto, você carrega em você, mais uma vez, o alento do Outono. Cheio de transição e capacidade de levar em suas asas minhas lágrimas…
Cheguei a mais um Outono em Outubro. Bem diferente do ano anterior, devo-lhe dizer, porém cheio da essência que você presenciou naquela época.
Sempre o vi voluptoleante (com a licença poética necessária, caso a palavra não exista), cheio de cores singelas e passageiras, mas, dessa vez, espero lhe ver mais sólido, como o dourado de suas folhas, já anunciadas em seu começo nessas terras distantes.
Venha com vigor e intensidade, por favor.
E traga o movimento que todos queremos tocar sem, necessariamente, precisar anunciar.

Com sincera amizade,
R.A.G. da Silva

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