quinta-feira, 11 de julho de 2013

A Solidão e o Quarto


Há uma hora em que todos dormem.
Uma hora em que todos se dirigem ao se recanto, canto, para dormir.
E é nesse momento que ficam sós.
A sós.
Consigo e sua consciência.
Sem a multidão de sons. Sem a multidão de vozes dos afazeres, seres.
Alguns fecham as portas e janelas o mais rápido que podem, para que fantasmas não os aterrorizem.
Outros, deixam-nas abertas para as lembranças e reflexões que vierem.
Nesse momento, quando todos se dirigem ao descanso, então, é quando podem, ainda no findar de mais um pequeno infinito, crescer.
Se desfazer.
E seguir em frente.
Diferente.


Riverside - Kingston Upon Thames - London - "Hesperus"
Foto: Ronni da Silva

Inspiração: http://www.youtube.com/watch?v=czF5UIJ4N6M (Minha Herança , CD "A Canção do Amor"- Diante do Trono 11)
E a conversa com meu amigo Paulo no dia de hoje, 11/07/2013. Talvez, ele não saiba, mas sempre me estimula a mudar!

2 comentários:

Sabrina Simon disse...

Isso me lembra um raciocínio que tive uma vez: as pessoas têm medo da solidão porque têm medo de se encontrar sozinhas consigo mesmas.
O mundo tem medo do silêncio. Bem aventurados aqueles que sabem apreciar momentos de auto-companhia!

Edson Munck Jr disse...

“O silêncio é uma alternativa. Se as palavras pronunciadas no meio urbano estão impregnadas de selvageria e mentiras, nada fala mais alto do que o poema não-escrito.” (George Steiner, em O poeta e o silêncio)