sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Quando a Morte a Vida se encontram

Hoje de manhã li um texto que mexeu comigo. Ele falava do encontro da morte com a vida. A vida caminhava de cidade em cidade, desenhando sorrisos e festa na alma das pessoas. A morte assolava a vida de uma mulher sem marido e, agora, sem seu único filho - a tristeza a abraçava e acariciava os amigos e familiares do cortejo fúnebre.
Uma caminhava em direção a outra e com surpresa se encontraram. Mas ao contrário do que poderia se imaginar, a morte e suas companheiras, melancolia e dor, não foram capazes de contaminar os que celebravam a vida. 
O Autor desta interrompeu os dois cortejos e seu segredo foi revelado: o amor e a misericórdia sempre se ajoelham diante da dor, não resistem tocar o rosto dos que sofrem e sopram sobre eles novo fôlego. Assim aconteceu com a viúva, seu filho morto, agora vivo, e seus companheiros. A vida se revelou mais forte, trazendo esperança para a maior das dores. A vida foi (e é) mais forte que a morte.
Esperança. Esta é a palavra que ficou na minha mente. Saber que é possível respirar mesmo quando a morte nos sufoca, me trás força para alçar vôos, já que é esta a proposta deste ano. A dor é um sentimento com o qual Deus se identifica. Ele nos vê sofrendo e sofre conosco. Não estamos sozinhos. Mas não para aqui. Ele enxuga nossas lágrimas e sopra em nós um vento novo, propício para danças nas alturas, com leveza e esperança. A vida vencendo a morte.
Meu desejo é que pessoas ao meu redor encontrem o cortejo da vida, da vida plena que Cristo nos dá quando encontros como este acontecem.


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