domingo, 22 de dezembro de 2013

In the darkest day... / No dia mais escuro...*

A text to celebrate the winter solstice in the north hemisphere, my new place.
A text for my friends Yasmin and Izadora, who are along with me in the brighter days and even in the darker days.

In the darkest day of the year, I want to stay still waiting for the light which will come with the next dawn.
I want to hope silently for the mercy that is coming with the morning.
In the darkest day, I want a cup of tea and a bunch of friends around me.
I just want to take a long sip of coffee while I hear an encouraging story about dreams coming true.

Yes, in the shortest day of the year, I want to keep my heart warmed.
Ready for brighter days and for the time when I will feel fulfilled again.
Expecting for a cozy colder weather when the dark is not scaring me anymore.
When light is around it is easier to face the winter that has come.
It is easier to face the mean predictions.

In the darkest day of the year, I want to see you popping up, bringing your joy and sharing it with me because the brighter days have arrived.
I would like to talk to you holding a mug of that hot chocolate with cream that we like most.
Hot chocolate that has been heating us and keeping us together through all of this.
I wish to read a book full of adventures to cheer me up.
I desire writing a book full of especial and unexpected scenes to challenge me up.

Oh no, in the shortest day of the year, I do not want to lose what I want to do.
None. I am not ready to give up on my dreams.
On the other hand, I feel alive enough to fight for them.
Yes, by now, when the light will come to rescue me from the dark and give me strength to face the cold days.

I may not be able to accomplish these wishes in the darkest day of the year.
However, I will be able to see these events happening along when light starts to increase.

Yes, from now onward.

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Um texto em comemoração so solstício de inverno no hemisfério norte, minha nova morada, quando começa o inverno
Um texto em homenagem as amigas Yasmin e Izadora, que estão comigo seja nos dias mais brilhantes ou, até mesmo, nos mais escuros.

No dia mais escuro do ano, eu quero quieto esperar pela luz que vem junto com o próximo amanhecer.
Eu quero esperar silenciosamente pela graça que vem com a próxima manhã.
No dia mais escuro, eu quero chá e um grupo de amigos ao redor de mim.
Eu só quero apenas tomar um longo gole de café enquanto ouço uma história encorajadora.

Sim, no dia mais curto do ano, eu quero manter meu coração aquecido.
Pronto para os dias mais claros e para o tempo em que me sentirei completo novamente.
Esperando por um tempo frio aconchegante, quando a escuridão não me assusta mais.
Quando a luz está ao redor é mais fácil enfrentar o inverno que chegou.
É mais fácil de enfrentar as más previsões.

No dia mais frio do ano, quero que você apareça, trazendo a sua alegria e a compartilhando comigo, porque dias mais luminosos estão chegando.
Gostaria de conversar com você segurando uma caneca daquele chocolate quente com creme de que mais gostamos.
Chocolate quente este que tem nos aquecido e nos mantido juntos por todo esse processo.
Eu desejo ler livros cheios de aventuras para me animar.
Eu desejo escrever um livro cheio de cenas especiais e inesperadas para me desafiar.

Ah não, no dia mais curto do ano, não quero perder o que quero fazer.
Nada. Não estou disposto a desistir dos meus sonhos.
Pelo contrário, sinto-me vivo o suficiente para lutar por eles.
Sim, agora, quando a luz virá para me resgatar da escuridão e me dar força para enfrentar o dias frios.

Eu posso não conseguir realizar estes desejos no dia mais frio do ano.
No entanto, eu serei capaz de ver esses eventos acontecendo quando a luz começar a aumentar.

Sim, a partir de agora para frente.


*Firstly written in English. / Primeiramente, escrito em inglês.



segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

O blog está em reforma! / Blog under renovation!

Sim, vem mudança por aí! E para melhor, eu acho!
É sempre assim, a mudança se faz necessária quando precisamos avançar!
As mudanças serão implementadas lentamente, ao longo desse mês.

Algumas delas que já posso falar são:
- O blog se tornará, de fato, bilíngue. Tenho percebido essa necessidade, já que agora meu grupo de amigos em terras estrangeiras e falantes apenas de inglês aumentou e, bem, em respeito a eles, vou passar (tentar, pelo menos!) a publicar em português e em inglês.
- O número de seções vai reduzir drasticamente, pretendo que o blog fique mais enxuto.
- Pretendo aumentar o número de posts sobre minha experiência no exterior. 
- Pretendo passar a postar resenhas dos livros que ando lendo.
- Vem layout novo para 2014!
- Vou criar um outro blog com temática científica (mais detalhes quando eu o criar! haha).

Acho que seis está bom, né?
No mais, se você chegou aqui de alguma forma e quiser curtir a página do blog, ficaria muito grato!
https://www.facebook.com/BlogdoRonni
Aceito sugestões!
Vamos caminhar mais um pouco?

...
Yep, the blog will change! 
The changes are coming in order to improve the blog. They always come when we need to take a step further, right?!

During this month, I intent to implement the following changes:
- This diary will be bilingual. As my number of international friends is increasing I have realised that this is a necessary modification.
- The number of sections will be cut, since I was not being able to keep all of them updated properly.
- I am planning to have a higher number of texts telling you about my story living in London.
- I intent to have more texts telling about the recent books that I have read.
- New layout is being prepared! Yay!
- Finally, I will create a new blog with a scientific theme! (Further details after I release it!)

I think it is enough, isn't it?
Beyond that, if you have found this webpage and had this desire of liking the blog's page, I would be really glad!
https://www.facebook.com/BlogdoRonni
Any suggestions? Keep in touch!
Let's walk?

Uma foto do layout atual pra gente não esquecer! A screenshot of the current layout as a souvenir!



segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Temos um pouco de Zezé em nós - uma pequena e subjetiva resenha do livro “Meu pé de laranja lima” de José Mauro de Vasconcelos

Acabo de ler o precioso livro escrito por José Mauro de Vasconcelos e o que me vem à mente é o quanto nós temos, pelo menos, um pouco do menino Zezé em nós.
Zezé é um menino sapeca, alegre e preocupado com sua família. Criança sonhadora, que nos permite sonhar com ela. Tem seu reino e suas reinações. Suas fantasias e seu modo especial de se inserir nelas, como toda criança deve ter e ser.
O livro nos confronta no cuidado que temos de ter com nossas crianças e sua formação, do jeito que lidamos com elas e nos importamos com seu mundo, por vezes, tão frágil.
De família pobre, o livro nos ensina a valorizar o que temos e a nos importar com quem tem menos. Com nosso próximo. Dividir, Zezé de coração puro, ensina-nos a dividir.  
Seu pé de laranja lima me faz recordar das minhas fantasias de criança e de que nem cheguei a me despedir delas; guardando, no entanto, em meu coração todas as aventuras que tive quando era menor, quando a vida me era mais leve e segura.
O que carregamos de Zezé está, principalmente, no fato de que todos carecemos de um pouco de ternura, de atenção e afeto. Todos precisamos de que alguém olhe para nós e nos veja como realmente somos.
A dor e a tristeza também são universais. A dor pela qual Zezé passa nos atinge, transporta-nos para o seu interior e nos transforma. Já o amor. Esse nos une e é especial. Deve ser manifestado em gestos, palavras e ações.
Seu Portuga, com certeza, marcou esse menino para sempre. Assim como me marcou.
Nas últimas palavras do livro, encontrei-me quase incapaz de prosseguir por tamanha leveza e sentimento. Elas ainda calam meu coração e me fazem querer chorar. Recomendo. Recomendo por sua sensibilidade, que tanto precisamos reencontrar nesses dias, sejam eles natalinos ou não.
Que a vontade de Zezé, de ver o nascimento do menino Jesus para ele, também venha até nós.


terça-feira, 26 de novembro de 2013

A Fase da Poesia

Há em mim uma inusitada vontade de ler poesia, ultimamente.
Sabe, daquelas que são arrebatadoras.
Daquelas que são alegres.
Daquelas boas pra ver a vida passar.
Daquelas que fazem a gente chorar.
Ou mesmo, daquelas mais doídas que, gratamente, fazem a gente pensar.
Ando querendo ler poesia, mas daquelas que fazem a gente sentir saudade.
Daquelas que retratam o cheirinho de casa, a comida fresca, toda a nossa antiga e costumeira amizade. De um jeito que parece que todos estão de volta no mesmo lugar.
E ainda quero mais ler daquelas que fazem sonhar.
De quando ainda queria ser o que hoje estou começando a me tornar.

Ah, poesia. Você se lembra de quando ainda tudo eu rimava pra ver se eu poderia lhe colocar numa fôrma? E minha você se tornar?
Eu ainda era pequeno, de me pouco as regras valiam e de verbo em verbo eu brincava de lhe criar.
Até um livro orgulhoso eu cheguei a ostentar!
Veja bem!
No entanto, hoje, você volta a me rodear.
Quando todo o mundo cinza pareceu querer se tornar.
E eu não sei, como Cora Coralina, se minha vida será curta ou longa demais, mas sei que você comigo, minha vida intensa será.

NÃO SEI
Cora Coralina

Não sei... se a vida é curta ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos tem sentido,
se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais,
Mas que seja intensa, verdadeira, pura... Enquanto durar"

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Um Terço

Certamente, não sou nem um terço do que já fui. No entanto, também, não era um terço do que sou hoje.
Olho para mim e me vejo diferente, agindo diferente.
Seria outro eu em mim mesmo?
Às vezes, estranho. E essa estranheza me pega de súbito.
Atitudes mais consistentes e protetoras. Menos ingenuidade e mais independência.
Teria eu amadurecido? Isso significa ser adulto?
Saberia eu lidar com esse amadurecimento a ponto dele me ser natural?
Pergunto-me isso, porque preciso perguntar. Preciso me questionar sobre os meus motivos e incentivos para tanto.
Preciso saber se a mudança foi para melhor.
Foi? Você consegue responder isso para você mesmo, quando se faz essas perguntas?
Sinto-me mais leve, mas ainda incomodado. Em paz, mas ainda inquieto com medo que ela se vá.
É certo que assim deve bastar para continuar prosseguindo, porque ainda há pelo que se lutar.
Sigo nessa roda da mudança e amadurecimento que é a vida.
Talvez, em algum momento, estagne, mas espero que quando isso acontecer, signifique que a felicidade veio para se fixar e jamais me faltar.
Sobre o restante da fração, é o que não se abala em mim e posso dizer que são valores que vão permanecer comigo para sempre, porque jamais vão perder sua importância.