domingo, 23 de setembro de 2012

The Second Fall... / O Segundo Outono...


"In the autumn on the ground
Between the traffic and the ordinary sounds
I am thinking signs and seasons
While a north wind blows through".
(Brooke Fraser - Love is Waiting)

I am preparing myself for my second fall of the year.
The second summer began at its end for me, already opening space for a new season.
The season which precedes the cold that I really like and the nights pretty warmed; it is the one which marks me.
It marks a kind of new life, renewed life. When leaves start to fall apart in order to prepare the trees for the cold that is arriving; it is likewise how I am wrought.
I change my old skin to something that is within me, something new, much more solid and less fragile.
I choose the shield of freedom. I set me free from what was maintaining captive. I let all of my fears fly away and be taken away as leaves in the wind.
I am not and I will not be like they want me to be unless I want to be.
The Fall wants me stronger. Its desire is to see me naked and brave enough to show my scars.
Several times, I pretend to be what apparently I am without being, something transitory; notwithstanding my fortification to the next season fight makes me no longer subjugated.
I choose Fall’s freedom which shows itself, and for this people in a first moment can think it is weak, ugly, puny, but unlike it is powerful to stand weatherproof with the maximum of possible renunciation.
Being what I am, without any mask, leaving behind my burden, I am ready to receive my second Autumn and the freedom of being able to live like this. 

Thanks, Carol, for reading this first. Your impressions stimulated me to keep writing and your unexpected friendship to be a better person.
My special thank also to Katelyn for editing, reviewing and correcting my English! Her kindness surely made this text much better in English. 
.........

Preparo-me para receber meu segundo outono do ano.
O segundo verão começou em seu final pra mim, já abrindo espaço para uma nova estação.
A estação, que precede o frio do qual tanto gosto e as noites bem coberto, é a que me marca.
Marca uma espécie de nova vida, vida renovada. Quando as folhas começam a cair para haver um preparo para o frio que virá é quando sou, igualmente, lapidado.
Troco minha velha casca por algo que estava dentro de mim, algo novo, mais consistente e menos quebradiço.
Escolho a proteção da minha liberdade, libertando-me do que me aprisionava. Deixo meus medos voarem e serem levados como folhas ao vento.
Não sou e não vou ser como querem que eu seja se assim eu não quiser.
O outono me deixa mais como de fato sou.
Por vezes, fantasio-me do que aparentemente sou sem ser, algo passageiro, mas meu fortalecimento para a luta da próxima estação me leva a não me submeter mais.
O outono me quer mais forte. Ele me quer despido e corajoso a ponto de mostrar minhas cicatrizes.
Escolho a liberdade do outono, o qual, ao se mostrar como é, torna-se num primeiro olhar fraco, feio, franzino, mas é poderoso para suportar as intempéries com o máximo de desprendimento possível.
Sendo o que sou, sem máscaras, deixando meu fardo para trás, eu recebo meu segundo outono e a liberdade de poder viver assim.

Obrigado, Carol, por ler esse texto primeiro. Suas impressões me estimularam a querer continuar escrevendo, e sua amizade inesperada a ser uma pessoa melhor.
Meu agradecimento especial também a Katelyn por editar, rever e corrigir meu inglês. Sua gentileza, com certeza, fez desse texto um escrito melhor. 
    

     

4 comentários:

Carol disse...

Adorei! (o post e o comentário) e é reciproco! Amizades são uma troca de experiencias, favores, interesses e oportunidades, e a nossa tem um pouco de tudo isso e muito mais! Fiquei muito feliz!

Beijos


Carol

Anônimo disse...

I really like the poem, youre a great writer and dont let Russian Phelps tell you otherwise! lol :)

-Katelyn

Ronni disse...

Thank you, Katelyn!
Actually, Professor Phelps has being so nice with me!

Camila disse...

Lindo texto!