domingo, 30 de setembro de 2012

Adeus, Setembro! / Goodbye, September!

Ei, Setembro,
Por que da pressa?
Vi seus dias nascerem em uma nova terra, foram calorosos e trouxeram em seu alvorecer o novo.

Ei, Setembro,
Já vai?
Como não tenho uma maneira de segurá-lo, saiba que me deixará boas lembranças.

Oi, Setembro!
Eu sei que tem de ir.

Obrigado, porque, em seus dias, novas vidas em minha vida (re)nasceram.

Adeus, Setembro!
A chuva, que cai em seu último dia, alenta meu corpo e satisfaz a minha alma.


*Dedicado ao meu irmãozão, Rodolfo. Por ser meu apoio, meu incentivo e por ter nascido nesse belo mês.

...
Hey, September
Why are you in a hurry?
I saw your days and they were born in a new land.

Your days were warmed and they brought in their dawn arms the new.

Hey, September
Are you already leaving?
I do not have a way to stop you anymore, but you should know that you left good memories within me.

Hi, September!
I know you have got to go.
Thank you, because in your days new lives in mine (re)born.

Goodbye, September!
The rain that fell on your last day encourages my body and satisfies my soul.


*Dedicated to my big brother, Rodolfo. For being my support, my encouragement and for being born in this beautiful month.




segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Tem Dia / We Have Days

Tem dia que a gente acorda assim, nada dá certo. Tudo parece ruim.
O dia não passa e os afazeres se acumulam...
A gente emburra, fica de bico. O mau humor é evidente. Nada está bom.
Só quer cama, só quer um carinho, só quer um amigo de verdade.
Quer se esconder, fugir e ter uma vida diferente, melhor do que a que temos.
Tem dia que é só vontade de chorar. Nada acontece...
Você se sente sozinho.
Ninguém me ama. Ninguém me quer.
Velhas cicatrizes querendo reabrir e aquela dor esquecida reaparecer.
Tudo nublado.
Tudo escuro. Difícil de enxergar o lado bom da vida.
O choro no final do dia vem lavar o acumulado.
Temporal de emoção pra fazer raiar no próximo dia uma nova, boa e melhor visão.

...

We have days when we woke up like this: nothing goes to the right way. Everything seems to be wrong.
The day takes a long time to pass and our tasks just never finish…
We close our faces in a bad mood. Nothing is good enough.
We only want to go to bed. We want someone who cares, some real and special friend.
We want to hide ourselves, run away, and have a different life, better than the one we have.
We have days when we just want to cry. Nothing happens…
You feel alone…
Nobody loves me. Nobody wants me.
Old wounds reappear and that forgotten pain wants to hurt again.
All cloudy.
All dark.
It is hard to see life’s good side.
Crying in the end of these days come to wash what was accumulated. 
Emotional tempest to make our next day break dawn into a new, good and better vision.

Photo by Ronni Anderson/ Foto de Ronni Anderson 

domingo, 23 de setembro de 2012

The Second Fall... / O Segundo Outono...


"In the autumn on the ground
Between the traffic and the ordinary sounds
I am thinking signs and seasons
While a north wind blows through".
(Brooke Fraser - Love is Waiting)

I am preparing myself for my second fall of the year.
The second summer began at its end for me, already opening space for a new season.
The season which precedes the cold that I really like and the nights pretty warmed; it is the one which marks me.
It marks a kind of new life, renewed life. When leaves start to fall apart in order to prepare the trees for the cold that is arriving; it is likewise how I am wrought.
I change my old skin to something that is within me, something new, much more solid and less fragile.
I choose the shield of freedom. I set me free from what was maintaining captive. I let all of my fears fly away and be taken away as leaves in the wind.
I am not and I will not be like they want me to be unless I want to be.
The Fall wants me stronger. Its desire is to see me naked and brave enough to show my scars.
Several times, I pretend to be what apparently I am without being, something transitory; notwithstanding my fortification to the next season fight makes me no longer subjugated.
I choose Fall’s freedom which shows itself, and for this people in a first moment can think it is weak, ugly, puny, but unlike it is powerful to stand weatherproof with the maximum of possible renunciation.
Being what I am, without any mask, leaving behind my burden, I am ready to receive my second Autumn and the freedom of being able to live like this. 

Thanks, Carol, for reading this first. Your impressions stimulated me to keep writing and your unexpected friendship to be a better person.
My special thank also to Katelyn for editing, reviewing and correcting my English! Her kindness surely made this text much better in English. 
.........

Preparo-me para receber meu segundo outono do ano.
O segundo verão começou em seu final pra mim, já abrindo espaço para uma nova estação.
A estação, que precede o frio do qual tanto gosto e as noites bem coberto, é a que me marca.
Marca uma espécie de nova vida, vida renovada. Quando as folhas começam a cair para haver um preparo para o frio que virá é quando sou, igualmente, lapidado.
Troco minha velha casca por algo que estava dentro de mim, algo novo, mais consistente e menos quebradiço.
Escolho a proteção da minha liberdade, libertando-me do que me aprisionava. Deixo meus medos voarem e serem levados como folhas ao vento.
Não sou e não vou ser como querem que eu seja se assim eu não quiser.
O outono me deixa mais como de fato sou.
Por vezes, fantasio-me do que aparentemente sou sem ser, algo passageiro, mas meu fortalecimento para a luta da próxima estação me leva a não me submeter mais.
O outono me quer mais forte. Ele me quer despido e corajoso a ponto de mostrar minhas cicatrizes.
Escolho a liberdade do outono, o qual, ao se mostrar como é, torna-se num primeiro olhar fraco, feio, franzino, mas é poderoso para suportar as intempéries com o máximo de desprendimento possível.
Sendo o que sou, sem máscaras, deixando meu fardo para trás, eu recebo meu segundo outono e a liberdade de poder viver assim.

Obrigado, Carol, por ler esse texto primeiro. Suas impressões me estimularam a querer continuar escrevendo, e sua amizade inesperada a ser uma pessoa melhor.
Meu agradecimento especial também a Katelyn por editar, rever e corrigir meu inglês. Sua gentileza, com certeza, fez desse texto um escrito melhor. 
    

     

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

O mais importante/ The most important thing


Certa feita, perguntei a um grande mestre o que é mais importante: ter ou fazer?
Ele me disse que o fazer me faz ter, mas que ao questioná-lo dessa forma eu perdia o cerne do que eu deveria realmente saber.
Perguntei-lhe, então, o que eu estava perdendo.
E ele me ensinou algo que carrego há muito tempo e que tem transformado a minha vida: ser é muito mais importante do que ter ou fazer.
O ser vale o que eu vier a ter ou fazer.
Ele me explicou que sendo o que tenho até pode vir a ser tirado, mas ainda assim eu muito teria e poderia de novo tudo reconquistar.
Disse-me que sendo o meu fazer é transformado pelo que sou e o meu executar é marcado pelas minhas características.
O sábio fez-me querer ser bem mais do que ter ou fazer.
Quero ser melhor. Jamais perder minha essência.
Jamais perder o que nasci para ser.

Para Bruna, por ocasião de seu aniversário.
Para Iasmin, alguém com quem gosto de compartilhar meus textos.
... 
Once I asked to a great master what is the most important: to have or to do?
He told me that do makes me have, but he complemented that asking him like this I was losing the main thing of what I really should know.
So I queried what I was losing.
And he taught me something which I carry with me for a long time and that is transforming my life: to be is much more important than to do or to have anything.
To be worth what I come to have or what I come to do.
He explained that being what I have can even be taken away from me, but nevertheless I would have too much within me and I could conquer everything again.
Being, he said, what I do become different for what I am, and what I execute is marked by my character.
The wise man made me want to be much more than to do or to have.
I want to be better. Never lose what I was born to be.
Never lose my essence.  
To Bruna, because today is her birthday.
To Iasmin, someone with who I really appreciate to share my texts.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Me mudei!

Mudei.
Nem foi assim de repente. Teve uma preparação psicológica e material, sabe.
Arrumei minhas malas, limpei meu guarda-roupas, dei um jeito nos meus (preciosos) livros e saí pelo mundo.
Foi até fácil. Pegar o avião, passar pela imigração. Ser o estrangeiro.
Difícil foi seguir em frente no aeroporto sabendo que a saudade me acompanharia.
No entanto, com meus pais, irmãos e amigos me apoiando, tenho caminhado em novas terras.
Está sendo bom, na verdade, muito bom!
Alugar livros para aulas, ir à praia, ir ao supermercado. O que seria comum e se tornou num evento!
Chamar um táxis: uma epopéia!
Enfrentar um furacão: uma aventura (e tanto)!
As dificuldades com o idioma, a indecisão de continuar numa disciplina difícil ou não.
Tudo novo de novo.
Vou indo e perseguindo aquilo que vim aqui buscar.
Nos vemos pela vida!
Nos vemos pelo mundo!