domingo, 24 de junho de 2012

Marco Zero

Yeah,these are old shoes that I've been walking in
I'm wearing weary like it's a second skin
I've been looking for a place to lay my head
(Audrey Assad – “The House You’re building”)
(Tradução livre) Sim, nestes sapatos velhos em que tenho caminhado
Eu estou vestindo fadiga como uma segunda pele
Tenho procurado por um lugar onde descansar minha cabeça
(Audrey Assad – “A Casa que Você está construindo”)

E se tivéssemos a oportunidade de recomeçar?
O que você faria? Ao que você mais se dedicaria?
É isso a que estou me propondo. Nova estação se inicia. Serão 23 anos.
Mas, na próxima semana, a semana zero. Marco Zero.
Por que não querer ser mais? Viver mais? Há dois dias esse seria um texto pessimista. Comecei a escrevê-lo, mas não vale a pena ser lido, pois com a chegada de mais uma primavera na minha vida, em pleno inverno, do qual tanto gosto, só pode significar coisa boa. Uma boa data para nascer, uma boa data para me reinventar.
Vem comigo? O caminho é bem melhor ao seu lado!
Em dois dias (ou um pouco mais) que se passaram, percebi que – e, aqui, faço um balanço da minha vida:
- Não adianta reclamar, o tempo vai passar. E eu só vou ficar olhando e me lamentando?
- Quero um cão da raça samoieda e preciso divulgar isso, porque senão desanimo. Não sei para quando e sei que não será fácil arrumar um cão dessa raça, mas vamos à luta. Tudo a ver com um bom recomeço.
- O blog está para alcançar 18mil acessos (exatamente!) e isso é um ótimo sinal. Alguém, pelo menos, leu, está lendo e lerá. Gosto de escrever e, mais ainda, da ideia de pessoas lendo o que escrevo.
- Montei um (outro) blog sobre livros, algo que tanto quis.
- Começo a delinear um sonho antigo relacionado à escrita e que depende só de mim (e mais algumas almas bondosas e pacientes) para concretizá-lo.
- Estou a poucos passos de realizar um grande sonho com o suporte de uma família maravilhosa e de amigos tão maravilhosos quanto.
- Curso uma ótima graduação, tudo a ver com o que desejava quando criança.
- Já sei o que fazer quando me aposentar.
Ou seja, o saldo é muita mais positivo do que negativo. Vale a pena continuar.

Mas, por que, então, Marco Zero mesmo?
Porque quero ser mais grato nessa próxima estação. Quero ver o outro tanto quanto vejo a mim.
Tentar coisas novas, viver coisas mais inusitadas ainda. Ter menos medo.
Aprender sem me esquecer do que já aprendi. Compartilhar o que aprendi.
Caminhar ao lado das pessoas, ouvir suas histórias, agregá-las as minhas. Viver meus sonhos nos outros e os outros, seus sonhos em mim.
Utopia? Devaneio? Que assim seja, se não houver outra alternativa.
Quero ser conhecido como otimista.
Quero parar de cantar as citações iniciais desse texto e passar a cantar e me lembrar:

All my life You've been calling me
To a home You know I've been needing
I'm a broken stone
So lay me in the house You're building
'Cause in You I find my meaning, yeah
And in You I find my beauty
(Audrey Assad – “The House You’re building”)

(Tradução Livre) Toda a minha vida, Você tem me chamado
Para um lar que Você sabe que estou precisando
Sou uma pedra inutilizada
Então, usa-me na Casa que Você está construindo.
Porque em Você eu encontro significado, sim
E em Você eu encontro minha beleza.
(Audrey Assad – “A Casa que Você está construindo”)

Esse Você é Deus. Sim, um marco zero que reconhece que por meio dEle, para Ele e por Ele são todas as coisas.
Obrigado por ter chegado até aqui e me conhecido um pouco mais!
Bom (re)começo pra você também!
Volte sempre! E compartilhe comigo seu caminhar!

terça-feira, 19 de junho de 2012

Livros

Sempre achei que livros me definem muito bem. Se não, pelo menos, caracterizam as situações de uma forma muito satisfatória!
É mais ou menos assim para os diversos momentos da minha vida:

Alto astral como os novos e limpos e mais recentes livros.Triste como aqueles que ficam esquecidos e já são ultrapassados.
Animado idêntico ao cheiro de livro novo.
Receoso e ranzinza igual a cheiro de livro velho. Ou acolhedor como o cheiro de um livro antigo e apreciado.
Saudoso tal qual um livro muito estimado.
Ansioso similiar ao lançamento de um tão aguardado. Ou, ainda, desesperado e agoniado como um livro cuja vontade de comprar, há tempos, era grande.
Nobre como um clássico da literatura.
Aventureiro imitando um bom romance.
Reflexivo igual um livro de memórias e pensamentos.
Sábio como um livro antigo e muito estudado.
Enigmático como um de suspense.
Melodioso como um livro de partituras. Ou cheiroso assim como um livro de culinária. 

Aterrorizado e medroso semelhante a contos de terror. 
Bonito como um livro de fotos.
Brilhante como uma narrativa envolvente. Tedioso como um livro abandonado.
Cansativo e desafiador como um livro obrigatório. Surpreso parecido com um que se mostra bom, quando não dávamos nada por ele.

Desprezado de maneira análoga a um livro fechado.
Decepcionado como uma estória, considerada por nós, ruim.
Prazeroso e contente como um livro lido.
Amado e valorizado como todo livro a ser escrito.
Cheio de vida como toda história a ser propagada e eternizada em palavras.




*Texto também publicado em: www.nolivro.blogspot.com (Será um prazer receber sua visita!)