domingo, 30 de dezembro de 2012

4 anos!

É mais do que imaginei quando o criei, tenho de confessar! Outras tentativas de ter um "diário" eletrônico haviam sido frustradas anteriormente. Quando finalizava a criação de um, logo já me desmerecia e sabia que não iria para frente. No entanto, com esse não. Eu queria tê-lo, queria compartilhar com as outras pessoas o que se passava dentro de mim, o que se passava ao redor de mim.
Pois bem, já são 4 anos!
Quem me acompanhou até aqui, meu muito obrigado!
O ano de 2012 foi de crescimento. Foi um ano de transformações e esforço. Um ano de realização de sonhos!
Que 2013 venha melhor ainda e cheio de coisas boas para todos nós!
Que 2013 seja um ano de voos altos e de belas paisagens!
Vamos voar! Vamos sonhar!



sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Instante*

O instante que muda tudo.
A percepção que vem e muda nossa compreensão.
O momento da decisão.
Sim. Não.

O olhar que atrai e o prende, de repente.
A amizade que surge e traz admiração.
O sorriso que encanta e faz mudar nossa concepção.
O instante que vem e tira de nós nossas defesas.

O flash que clareia.
A chuva rápida e intensa que lava e tira a sujeira.
A conquista que num segundo muda nossa sorte.
O instante que altera o resto de nossas vidas.

A Paz que preenche inexplicavelmente e,
misteriosamente, me leva a crer.
O entendimento que vem e preenche.
O instante que vem e muda.
Muda meu viver.


A canção que, sem esperarmos, fascina e rega de emoção e alegria o dia
O tempo que passa e se vai num relance.
O amor que envolve e transforma.
O fim e o eterno que se aproximam e num instante todos iremos ver e tocar. 


*Poema escrito inspirado e regado pela canção "Tudo para mim", versão por Ana Paula Valadão.


domingo, 23 de dezembro de 2012

Pausa

"We all grow old, use your life, the world goes and flutters by"
(Boy Lilikoi - Jónsi) 
Vou dançar, cantar, girar.
Vou pintar, me lançar.
Pausar. Parar para respirar.

Vou viver. Ao vento, correr.
Parar de temer o envelhecer.
Torcer pra valer!

Dormir, me divertir.
Sorrir, me redimir.
Sentir tudo o que há de vir.

Me livrar. Voar. Me libertar. Perdoar.
Sonhar. Lutar. Concretizar.
Sim, vou pausar. Descansar, porque a vida não vai parar.
E, mesmo pausando, eu estou a me cuidar e a continuar.


domingo, 25 de novembro de 2012

Breviário de Visões Noturnas // Breviary of Nightly Visions

Observando-o agora posso ver seus planos.
Quase consigo ouvir o som de suas conexões nervosas trabalhando em prol de seu futuro.
Sinto, igualmente, sua insegurança. Percebo o tremor de suas emoções. No entanto, não é algo que o para ou o neutraliza. É algo que dá ainda mais força.
Seus desejos, seus sonhos num cenário completo de ânsia e esforço.
Ele imagina tudo, consigo visualizar junto com ele.
É maior do que ele, o estar no futuro.
Um futuro intenso. Realizando-se.
Seguindo. Movendo-se.
E percebendo que o futuro depende dele e do que planta hoje.

...


Looking at him now I can see his plans.
I can almost hear the sound of his nerve connections working towards his future.
I can also feel his insecurity. I feel the trembling of his emotions. However, it is not something that stops or neutralizes him. It's something that gives him even more strength.
His wishes, His dreams in a setting full of eagerness and effort.
He imagines all, I can view it with him.
It's bigger than him, to be in the future.
A future intense. Accomplishing itself.
Following ahead. Moving.
And realizing that the future depends on him and on what he plants today.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

União Eterna

“Agora, por tua bondade, abençoa a família de teu servo, para que ela continue para sempre na tua presença. Tu, ó Soberano Senhor, o prometeste! E, abençoada por ti, bendita será para sempre a família de teu servo". 
(2 Samuel 7:29) 

Ah, a vida!
Um dia somos todos pequenos e brincamos muito.
Entre brigas de irmãos e desentendimentos, sempre soubemos e tivemos certeza de nosso amor mútuo.
Você chorava, eu corria pra chorar junto e consolá-la.
Você ria, eu corria pra ouvir o porquê de tanto riso e rir muito também.
Ah, minha pequena irmã mais velha, hoje você se casa!
Sempre foi minha fonte de criatividade, meu suporte, meu sorriso fácil e minha companheira de lutas.
Eu mudei. Fui morar longe e você sempre comigo me apoiando.
Seu amor sempre comigo aqui e o meu com você aí.
Você também se moveu, encontrou o homem da sua vida, seu esposo, e constrói uma nova família. Agrega a nossa família, a família dele, fazendo-nos mais!
Como é bom saber que parte da nossa família segue e multiplica essa maravilhosa estrutura familiar que tivemos.
Seus filhos serão tão felizes por ter você como mãe, nossos pais como avós e seus irmãos como tios!
Porque o amor entre nós abunda e o mundo anda precisado da multiplicação desse amor e afeto.


Aos noivos:
Edgard, cuide da minha irmã, ame-a. Como diz meu pai: Ela é uma princesa! E seja bem-vindo a nossa família!
Paula, ame seu esposo e preze por sua família!
Amo vocês, mais nova preciosa família. Projeto de Deus!
Eu os abençoo.



segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Diário de Viagem (Orlando): Desejos e ainda sonhando!


 Star light, star bright (Luz da Estrela, Estrela brilhante) 
First star I see tonight (Primeira estrela que vejo nessa noite)
I wish I may, I wish I might (Desejo que eu possa, desejo que eu pudesse)
Have the wish, I wish tonight (Tenha um desejo, Eu desejo nessa noite)
Oh, a world of wishes (Oh, um mundo de desejos)
A world where dreams come true (Um mundo onde desejos se tornem realidade)
So make a wish, see it through (Então, faça um desejo e veja-o!)
Dare to do what dreamers do (Atreva-se a fazer o que os sonhadores fazem)
Wishes,  (Desejos)
Dream a dream (Sonhe um sonho!)
Wishes, (Desejos)
Set it free (Liberte-os)
Wishes (Desejos),
Trust your heart, (Confie em seu coração)
Just believe (Apenas creia!)
(Wishes - Disney®)
Posso dizer que realizei vários sonhos nesses últimos meses.
Louvo a Deus. Creio que foi Deus realizando o que há tanto desejei!
Nos últimos três dias fiz uma daquelas viagens inesquecíveis. Visitei os parques da Universal e a Disney World. Bem, não sou criança, mas aproveitei igual!
Senti-me em Hogwarts, fui Homem-aranha, fui um minion do “Meu Malvado Favorito”, participei da gravação de um filme, fui a montanhas-russas incríveis que jamais pensei que iria.
Balanço: 3 dias, 3 ótimas companhias, 5 parques, inúmeras atrações, alguns souvenires e vontade de voltar.
No entanto, o que me marcou e me fez chorar foi o espetáculo “Wishes” do castelo da Cinderela. Sim, isso mesmo. Fez-me querer todos os meus amados familiares e amigos lá. Um momento que quero todas as minhas pessoas queridas vivenciem!
Pensei quando cheguei aqui nos Estados Unidos que estava realizando o sonho da minha vida, mas posso dizer que voltei a sonhar, planejar e desejar.



terça-feira, 2 de outubro de 2012

Meu Primeiro de Outubro em poucas palavras... / Few words on October First...

Hoje, chorei como um bebê
Para amanhã acordar forte e desejoso de viver
Como sempre toda criança interior deve ser.

...

Today, I cried like a baby
In order to wake up tomorrow stronger and willing to live
as always every inner child must be.

domingo, 30 de setembro de 2012

Adeus, Setembro! / Goodbye, September!

Ei, Setembro,
Por que da pressa?
Vi seus dias nascerem em uma nova terra, foram calorosos e trouxeram em seu alvorecer o novo.

Ei, Setembro,
Já vai?
Como não tenho uma maneira de segurá-lo, saiba que me deixará boas lembranças.

Oi, Setembro!
Eu sei que tem de ir.

Obrigado, porque, em seus dias, novas vidas em minha vida (re)nasceram.

Adeus, Setembro!
A chuva, que cai em seu último dia, alenta meu corpo e satisfaz a minha alma.


*Dedicado ao meu irmãozão, Rodolfo. Por ser meu apoio, meu incentivo e por ter nascido nesse belo mês.

...
Hey, September
Why are you in a hurry?
I saw your days and they were born in a new land.

Your days were warmed and they brought in their dawn arms the new.

Hey, September
Are you already leaving?
I do not have a way to stop you anymore, but you should know that you left good memories within me.

Hi, September!
I know you have got to go.
Thank you, because in your days new lives in mine (re)born.

Goodbye, September!
The rain that fell on your last day encourages my body and satisfies my soul.


*Dedicated to my big brother, Rodolfo. For being my support, my encouragement and for being born in this beautiful month.




segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Tem Dia / We Have Days

Tem dia que a gente acorda assim, nada dá certo. Tudo parece ruim.
O dia não passa e os afazeres se acumulam...
A gente emburra, fica de bico. O mau humor é evidente. Nada está bom.
Só quer cama, só quer um carinho, só quer um amigo de verdade.
Quer se esconder, fugir e ter uma vida diferente, melhor do que a que temos.
Tem dia que é só vontade de chorar. Nada acontece...
Você se sente sozinho.
Ninguém me ama. Ninguém me quer.
Velhas cicatrizes querendo reabrir e aquela dor esquecida reaparecer.
Tudo nublado.
Tudo escuro. Difícil de enxergar o lado bom da vida.
O choro no final do dia vem lavar o acumulado.
Temporal de emoção pra fazer raiar no próximo dia uma nova, boa e melhor visão.

...

We have days when we woke up like this: nothing goes to the right way. Everything seems to be wrong.
The day takes a long time to pass and our tasks just never finish…
We close our faces in a bad mood. Nothing is good enough.
We only want to go to bed. We want someone who cares, some real and special friend.
We want to hide ourselves, run away, and have a different life, better than the one we have.
We have days when we just want to cry. Nothing happens…
You feel alone…
Nobody loves me. Nobody wants me.
Old wounds reappear and that forgotten pain wants to hurt again.
All cloudy.
All dark.
It is hard to see life’s good side.
Crying in the end of these days come to wash what was accumulated. 
Emotional tempest to make our next day break dawn into a new, good and better vision.

Photo by Ronni Anderson/ Foto de Ronni Anderson 

domingo, 23 de setembro de 2012

The Second Fall... / O Segundo Outono...


"In the autumn on the ground
Between the traffic and the ordinary sounds
I am thinking signs and seasons
While a north wind blows through".
(Brooke Fraser - Love is Waiting)

I am preparing myself for my second fall of the year.
The second summer began at its end for me, already opening space for a new season.
The season which precedes the cold that I really like and the nights pretty warmed; it is the one which marks me.
It marks a kind of new life, renewed life. When leaves start to fall apart in order to prepare the trees for the cold that is arriving; it is likewise how I am wrought.
I change my old skin to something that is within me, something new, much more solid and less fragile.
I choose the shield of freedom. I set me free from what was maintaining captive. I let all of my fears fly away and be taken away as leaves in the wind.
I am not and I will not be like they want me to be unless I want to be.
The Fall wants me stronger. Its desire is to see me naked and brave enough to show my scars.
Several times, I pretend to be what apparently I am without being, something transitory; notwithstanding my fortification to the next season fight makes me no longer subjugated.
I choose Fall’s freedom which shows itself, and for this people in a first moment can think it is weak, ugly, puny, but unlike it is powerful to stand weatherproof with the maximum of possible renunciation.
Being what I am, without any mask, leaving behind my burden, I am ready to receive my second Autumn and the freedom of being able to live like this. 

Thanks, Carol, for reading this first. Your impressions stimulated me to keep writing and your unexpected friendship to be a better person.
My special thank also to Katelyn for editing, reviewing and correcting my English! Her kindness surely made this text much better in English. 
.........

Preparo-me para receber meu segundo outono do ano.
O segundo verão começou em seu final pra mim, já abrindo espaço para uma nova estação.
A estação, que precede o frio do qual tanto gosto e as noites bem coberto, é a que me marca.
Marca uma espécie de nova vida, vida renovada. Quando as folhas começam a cair para haver um preparo para o frio que virá é quando sou, igualmente, lapidado.
Troco minha velha casca por algo que estava dentro de mim, algo novo, mais consistente e menos quebradiço.
Escolho a proteção da minha liberdade, libertando-me do que me aprisionava. Deixo meus medos voarem e serem levados como folhas ao vento.
Não sou e não vou ser como querem que eu seja se assim eu não quiser.
O outono me deixa mais como de fato sou.
Por vezes, fantasio-me do que aparentemente sou sem ser, algo passageiro, mas meu fortalecimento para a luta da próxima estação me leva a não me submeter mais.
O outono me quer mais forte. Ele me quer despido e corajoso a ponto de mostrar minhas cicatrizes.
Escolho a liberdade do outono, o qual, ao se mostrar como é, torna-se num primeiro olhar fraco, feio, franzino, mas é poderoso para suportar as intempéries com o máximo de desprendimento possível.
Sendo o que sou, sem máscaras, deixando meu fardo para trás, eu recebo meu segundo outono e a liberdade de poder viver assim.

Obrigado, Carol, por ler esse texto primeiro. Suas impressões me estimularam a querer continuar escrevendo, e sua amizade inesperada a ser uma pessoa melhor.
Meu agradecimento especial também a Katelyn por editar, rever e corrigir meu inglês. Sua gentileza, com certeza, fez desse texto um escrito melhor. 
    

     

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

O mais importante/ The most important thing


Certa feita, perguntei a um grande mestre o que é mais importante: ter ou fazer?
Ele me disse que o fazer me faz ter, mas que ao questioná-lo dessa forma eu perdia o cerne do que eu deveria realmente saber.
Perguntei-lhe, então, o que eu estava perdendo.
E ele me ensinou algo que carrego há muito tempo e que tem transformado a minha vida: ser é muito mais importante do que ter ou fazer.
O ser vale o que eu vier a ter ou fazer.
Ele me explicou que sendo o que tenho até pode vir a ser tirado, mas ainda assim eu muito teria e poderia de novo tudo reconquistar.
Disse-me que sendo o meu fazer é transformado pelo que sou e o meu executar é marcado pelas minhas características.
O sábio fez-me querer ser bem mais do que ter ou fazer.
Quero ser melhor. Jamais perder minha essência.
Jamais perder o que nasci para ser.

Para Bruna, por ocasião de seu aniversário.
Para Iasmin, alguém com quem gosto de compartilhar meus textos.
... 
Once I asked to a great master what is the most important: to have or to do?
He told me that do makes me have, but he complemented that asking him like this I was losing the main thing of what I really should know.
So I queried what I was losing.
And he taught me something which I carry with me for a long time and that is transforming my life: to be is much more important than to do or to have anything.
To be worth what I come to have or what I come to do.
He explained that being what I have can even be taken away from me, but nevertheless I would have too much within me and I could conquer everything again.
Being, he said, what I do become different for what I am, and what I execute is marked by my character.
The wise man made me want to be much more than to do or to have.
I want to be better. Never lose what I was born to be.
Never lose my essence.  
To Bruna, because today is her birthday.
To Iasmin, someone with who I really appreciate to share my texts.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Me mudei!

Mudei.
Nem foi assim de repente. Teve uma preparação psicológica e material, sabe.
Arrumei minhas malas, limpei meu guarda-roupas, dei um jeito nos meus (preciosos) livros e saí pelo mundo.
Foi até fácil. Pegar o avião, passar pela imigração. Ser o estrangeiro.
Difícil foi seguir em frente no aeroporto sabendo que a saudade me acompanharia.
No entanto, com meus pais, irmãos e amigos me apoiando, tenho caminhado em novas terras.
Está sendo bom, na verdade, muito bom!
Alugar livros para aulas, ir à praia, ir ao supermercado. O que seria comum e se tornou num evento!
Chamar um táxis: uma epopéia!
Enfrentar um furacão: uma aventura (e tanto)!
As dificuldades com o idioma, a indecisão de continuar numa disciplina difícil ou não.
Tudo novo de novo.
Vou indo e perseguindo aquilo que vim aqui buscar.
Nos vemos pela vida!
Nos vemos pelo mundo!

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Carta Aberta de Despedida!


Oi, meu amigo(a),
Escrevo ainda do meu quarto da república do Brasil. Frase ambígua, mas verdade para os dois pensamentos que você vier a ter.
É com alegria que vou passear, caminhar um pouco mais longe e aproveitar a oportunidade para aprender e crescer como tenho feito nesses últimos três anos e meio.
Vou certo de que meus amigos ficam aqui me esperando e eu ansiando logo revê-los.
Mas vou de peito aberto para novas experiências.
Carrego dentro de mim um pedaço seu e, com certeza, os que vierem a me conhecer também verão você em mim e a troca será muito boa, porque você me faz melhor.
Não vou me demorar muito mais, porque a falta de você cresce dentro de mim e não quero escrever uma carta triste, mas sim, mesmo que regada a lágrimas e saudade, uma carta alegre e feliz por tudo o que já vivemos juntos.
Obrigado, meu amigo(a)!
Então, até logo!


"Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, pois cada pessoa é única
e nenhuma substitui outra.
Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, mas não vai só
nem nos deixa sós.
Leva um pouco de nós mesmos,
deixa um pouco de si mesmo.
Há os que levam muito,
mas há os que não levam nada.
Essa é a maior responsabilidade de nossa vida,
e a prova de que duas almas
não se encontram ao acaso". (Antoine de Saint-Exupéry)

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Aos que choram...

Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados.
Mateus 5:4
Admiro os felizes, os sorridentes.
Eu tento ser assim. Agradável, refrescante, pra cima.
Mas não é possível ser assim sempre.
E quando não for, chore.
Chorar não é vergonhoso. Não é tolo. Não é sinal de fraqueza.
Muito é nobre o que chora genuinamente. 
As lágrimas são os sentimentos de dor, frustração, impotência, solidão, alegria - por que não?-, saudade e comoção expressos em forma de água. Esse líquido do qual nos enchemos e nos regamos e, quando precisamos, vem à tona, nos lavando.
Lavando a nossa alma.
Por isso, chore, meu amigo, chore, minha amiga. Permita-se.
A vida é dura, às vezes. 
Mas deixando assim, o choro aparecer, ela se torna mais leve.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Seis Meses

Já se passaram seis meses, meu amigo. Não exatos como aqueles aos que muita gente está acostumada, mas sim aqueles seis meses aos quais nós estamos acostumados. Um período.
Foi assim: o choro da partida; a saudade das conversas; a lembrança dos jantares nem tão bem feitos, mas nossos; e o café, pronto para ser de novo preparado. O tempo foi passando, os dias se somando, indo-se. Notícias vão, notícias vêm. Conversas nem tão completas assim para saber do que se passa. 

Você foi ganhar o grande e eu acabei conquistando o macro também.
Você venceu. Posso dizer também que eu venci.
A amizade permaneceu!
Hoje, você vem e eu estou para ir.
Numa ironia incrível, como se o tempo nos punisse. Os meses passaram rápido e, talvez, por isso estejamos sendo castigados pela distância outra vez.
De qualquer forma, a despeito do tempo e espaço, eu sei, um dia, a gente volta a se encontrar.

domingo, 24 de junho de 2012

Marco Zero

Yeah,these are old shoes that I've been walking in
I'm wearing weary like it's a second skin
I've been looking for a place to lay my head
(Audrey Assad – “The House You’re building”)
(Tradução livre) Sim, nestes sapatos velhos em que tenho caminhado
Eu estou vestindo fadiga como uma segunda pele
Tenho procurado por um lugar onde descansar minha cabeça
(Audrey Assad – “A Casa que Você está construindo”)

E se tivéssemos a oportunidade de recomeçar?
O que você faria? Ao que você mais se dedicaria?
É isso a que estou me propondo. Nova estação se inicia. Serão 23 anos.
Mas, na próxima semana, a semana zero. Marco Zero.
Por que não querer ser mais? Viver mais? Há dois dias esse seria um texto pessimista. Comecei a escrevê-lo, mas não vale a pena ser lido, pois com a chegada de mais uma primavera na minha vida, em pleno inverno, do qual tanto gosto, só pode significar coisa boa. Uma boa data para nascer, uma boa data para me reinventar.
Vem comigo? O caminho é bem melhor ao seu lado!
Em dois dias (ou um pouco mais) que se passaram, percebi que – e, aqui, faço um balanço da minha vida:
- Não adianta reclamar, o tempo vai passar. E eu só vou ficar olhando e me lamentando?
- Quero um cão da raça samoieda e preciso divulgar isso, porque senão desanimo. Não sei para quando e sei que não será fácil arrumar um cão dessa raça, mas vamos à luta. Tudo a ver com um bom recomeço.
- O blog está para alcançar 18mil acessos (exatamente!) e isso é um ótimo sinal. Alguém, pelo menos, leu, está lendo e lerá. Gosto de escrever e, mais ainda, da ideia de pessoas lendo o que escrevo.
- Montei um (outro) blog sobre livros, algo que tanto quis.
- Começo a delinear um sonho antigo relacionado à escrita e que depende só de mim (e mais algumas almas bondosas e pacientes) para concretizá-lo.
- Estou a poucos passos de realizar um grande sonho com o suporte de uma família maravilhosa e de amigos tão maravilhosos quanto.
- Curso uma ótima graduação, tudo a ver com o que desejava quando criança.
- Já sei o que fazer quando me aposentar.
Ou seja, o saldo é muita mais positivo do que negativo. Vale a pena continuar.

Mas, por que, então, Marco Zero mesmo?
Porque quero ser mais grato nessa próxima estação. Quero ver o outro tanto quanto vejo a mim.
Tentar coisas novas, viver coisas mais inusitadas ainda. Ter menos medo.
Aprender sem me esquecer do que já aprendi. Compartilhar o que aprendi.
Caminhar ao lado das pessoas, ouvir suas histórias, agregá-las as minhas. Viver meus sonhos nos outros e os outros, seus sonhos em mim.
Utopia? Devaneio? Que assim seja, se não houver outra alternativa.
Quero ser conhecido como otimista.
Quero parar de cantar as citações iniciais desse texto e passar a cantar e me lembrar:

All my life You've been calling me
To a home You know I've been needing
I'm a broken stone
So lay me in the house You're building
'Cause in You I find my meaning, yeah
And in You I find my beauty
(Audrey Assad – “The House You’re building”)

(Tradução Livre) Toda a minha vida, Você tem me chamado
Para um lar que Você sabe que estou precisando
Sou uma pedra inutilizada
Então, usa-me na Casa que Você está construindo.
Porque em Você eu encontro significado, sim
E em Você eu encontro minha beleza.
(Audrey Assad – “A Casa que Você está construindo”)

Esse Você é Deus. Sim, um marco zero que reconhece que por meio dEle, para Ele e por Ele são todas as coisas.
Obrigado por ter chegado até aqui e me conhecido um pouco mais!
Bom (re)começo pra você também!
Volte sempre! E compartilhe comigo seu caminhar!

terça-feira, 19 de junho de 2012

Livros

Sempre achei que livros me definem muito bem. Se não, pelo menos, caracterizam as situações de uma forma muito satisfatória!
É mais ou menos assim para os diversos momentos da minha vida:

Alto astral como os novos e limpos e mais recentes livros.Triste como aqueles que ficam esquecidos e já são ultrapassados.
Animado idêntico ao cheiro de livro novo.
Receoso e ranzinza igual a cheiro de livro velho. Ou acolhedor como o cheiro de um livro antigo e apreciado.
Saudoso tal qual um livro muito estimado.
Ansioso similiar ao lançamento de um tão aguardado. Ou, ainda, desesperado e agoniado como um livro cuja vontade de comprar, há tempos, era grande.
Nobre como um clássico da literatura.
Aventureiro imitando um bom romance.
Reflexivo igual um livro de memórias e pensamentos.
Sábio como um livro antigo e muito estudado.
Enigmático como um de suspense.
Melodioso como um livro de partituras. Ou cheiroso assim como um livro de culinária. 

Aterrorizado e medroso semelhante a contos de terror. 
Bonito como um livro de fotos.
Brilhante como uma narrativa envolvente. Tedioso como um livro abandonado.
Cansativo e desafiador como um livro obrigatório. Surpreso parecido com um que se mostra bom, quando não dávamos nada por ele.

Desprezado de maneira análoga a um livro fechado.
Decepcionado como uma estória, considerada por nós, ruim.
Prazeroso e contente como um livro lido.
Amado e valorizado como todo livro a ser escrito.
Cheio de vida como toda história a ser propagada e eternizada em palavras.




*Texto também publicado em: www.nolivro.blogspot.com (Será um prazer receber sua visita!)

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Questões

Sabe aquela sensação de vazio?
De por que estou aqui?
De o que será que está faltando? Faltando em mim? No mundo?
Sabe aquela sensação de será que poderia ter sido diferente?
Será que conseguiria mudar o mundo?
Aquele sentimento de será que estou sendo aquilo tudo que poderia ser?
Vivendo tudo o que poderia viver?
São questões essenciais, eu penso. Quem nunca se questionou dessa maneira?
Há alguma resposta?
Sei de uma. E ela tem me permitido viver.

Desconhecido

Chorando com dor em minh’alma.
Chorando a traição e a humilhação.
Uma pessoa me chama pelo nome. Alguém desconhecido.
Oferece ajuda. Me ajuda sem nem perceber, mesmo eu recusando sua atenção e cuidados, dizendo estar tudo bem.
Melhor das lágrimas, reencontro esse alguém, e mais uma vez me chama pelo nome, sem nem eu saber o dele.

sábado, 28 de abril de 2012

Amizades


...Antes de você ler esse texto você deve saber que ele se trata sobre algo antigo e bom.
Amizade. Você não paga por um amigo. Mas qual o valor de um amigo? Eles são impagáveis, de um valor inestimável!
O texto segue como se fosse a um amigo. Com direito a rimas simples, de conversas que temos no dia-a-dia mesmo!
Escrevo sobre amizade novamente, porque veio inspiração ao pensar nas minhas amizades que fiz na Universidade. 


Você sabe que se tornou amigo de alguém, quando um final de semana ou um feriado prolongado longe o faz sentir saudade.
Longe e tudo você liga à pessoa. Qualquer risada, qualquer pensamento.
Seu grupo faz falta. Você pensa: “Essa tarde seria melhor aproveitada ao lado de tal e tal pessoa”. Seus amigos, claro!
Ficar longe faz parecer que algo está fora do lugar.
A vida segue diferente longe de quem realmente entende a gente.
Férias longe, sem eles, no começo pode até ser legal, quando se tem muito lugar para visitar, mas com o decorrer do tempo é uma tortura.
Saudade dos amigos. Saudade da companhia deles.
Pergunto-me: sem eles, como prosseguiria?
Pergunto-me: sem eles, como seriam os dias?
Pergunto-me: sem eles, como aproveitaria?
Afinal, sem eles, como seria?
Acho até que saudade veio da palavra amizade.
Mas uma amizade bem estabelecida, quando o amigo longe faz doer o coração.
Saudade/Amizade. Você longe, de fato, perco meu chão.

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Obrigado, Ca! Dedico esse texto a você!

terça-feira, 13 de março de 2012

Despedida

Entra, senta um pouco.
A noite está fria. O dia também será.
Vamos conversar um pouco.
Porque estamos prestes a nos separar.
Porque também pouco é muito quando grande distância é o que vai ficar.
Botar o papo em dia.
Relembrar, rir e ir até um pouco além.
Imaginando e revivendo. Recriando tudo.
Recontando da forma que nos convêm.
Sua presença me faz falta.
A batida na porta só pra relatar algo precioso encontrado e rir.
Com certeza, me faz, igualmente ao lembrar, querer partir.
Nesse tempo, ouvi de você mais do que muitos outros já vieram a me dizer.
Estimo nossa amizade. Estimo, porque apesar do silêncio presente, nossa amizade perdura.
E qualquer dia você volta pra me encontrar.

*Em homenagem ao meu grande amigo, médico de futura profissão, mas também bioquímico de coração, Paulo Henrique.
*Postado no dia em que outro grande amigo vai ganhar o mundo. Vai fazer muita falta, Natan.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

85

"Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor".
1 Coríntios 13:13

"Quando tudo acabar o que vai prevalecer é o Teu amor, o mais Puro Amor".
Ana Paula Valadão, CD "As fontes do Amor", faixa "O mais Puro Amor"

Já é 85. Muitos e muitos já se foram.
Sensação de festa acabando. Foi uma boa festa. Ficaram alguns apenas para terminar de arrumar pequenas coisas. Até mesmo cuidar de mim, que resolvi ficar até o final.
Pessoas passaram por mim todo esse tempo.
Algumas apenas passaram, outras se agarraram e ainda, a outras, me agarrei. As que passaram, somente fizeram isso. Percebi sua ausência em determinados momentos, mas nada que me doesse muito. Quem sabe poderíamos ter vivido mais momentos juntos?
Já as que se agarraram a mim, foi duro ver sua partida. Eram parte. Parte do meu chão, da minha caminhada. Fui perdendo aos poucos parte do meu ser à medida em que iam... Se iam...
As quais me agarrei, tentei com força segurá-las mais um pouco. Mas foram colhidas, como os demais. Se indo... Se levando... Me deixando... Doído, moído.
Meu corpo foi feito lágrimas... Hoje, eu aqui, aguardo ir também.
Ficar dói cada vez mais. Estou sereno, mas os brindes já acabaram e isso me incomoda. Sorrio de vez em quando, mas é das boas lembranças de tempos que não voltam mais. E da esperança que permanece, apesar de meu corpo não querer responder mais a ela.
Fico aqui, no aguardo do fim. Certo de que um novo início ainda se dará.

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*Com esse pequeno texto, finalizo, mesmo que de maneira triste, meio pessimista, mas extremamente pensativa e bem mais otimista do que aparenta, a "série Eternidade". Outros textos, porventura, podem surgir ainda, claro, sob essa marca. Eu espero. Mas gosto de começar e terminar meus projetos. Esse chega ao fim! 

sábado, 21 de janeiro de 2012

A Prisão

Já parou para pensar que a escrita - refiro-me à necessidade de escrever - também pode ser uma maldição?
Por vezes, pego-me depositando em papel o que na verdade deveria estar jogando ao vento. Aprisiono as palavras e não digo o que tinha o dever de dizer.
Eu explico melhor.
Existem palavras e sensações que jamais caberiam em papel. E eu as diminuo ao ponto de uma folha em branco caber todo o meu dizer. Uma bênção, você poderia dizer. Uma prisão, é o que eu digo.
Quando assim as aprisiono, vejo-me vazio.
O que deveria ser acompanhado de um olhar sincero e uma certa entonação de voz nas lembranças de quem ouve, é transformado no limite de algumas palavras.
Sem o olhar. Sem a entonação. Sem o gesto. Sem o cheiro. Sem o toque. Sem a sensação.
Lastimável.
Mas, paradoxalmente, reconheço que, em muitos momentos, é a solução. Portanto, limito-me e expresso, mesmo que em cadeias, o mais profundo do meu ser em palavras, na esperança de outro ler e assim, em si, libertar tudo o que eu queria dizer.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Nova Interface!

Olá!
O ano começa com novidades para o blog!
Como vocês podem perceber ele possui uma nova interface, assinada pelo meu amigo Thiago Muniz.
E duas novas seções, já conferiram?
A temática nova do blog tem a ver com conversa. Existe atitude melhor para se ter uma boa conversa do que uma caminhada?
E, então, vamos caminhar um pouco?