sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Mudanças a Caminho! 3 anos!

Gosto que o blog faça aniversário perto de um novo ano começar.
Faz mais sentido reavaliar o que foi feito durante o ano aniversariando. Ou, pelo menos, poupa trabalho! ...rs!
Na verdade, intensifica esse dever. Ponderar no que foi feito adquiri um senso de responsabilidade saudável e necessário!
O blog tem cumprido seu dever. Publico nele o que tenho sentido. Meus pensamentos...
Talvez, deveria publicar mais, talvez, menos, só o público para me dar esse retorno.
Retorno, essa tem sido a palavra. Foi um ano de retorno!
Recebi bastante retorno e comentários relevantes! Estamos caminhando para os 17mil acessos [antigo contador] e isso é um presente que nunca imaginei ganhar.
Obrigado a todos por caminharem comigo nesses 3 anos!  Escrevo para desabafar, mas também para compartilhar. Penso em vocês quando estou escrevendo!
Pensando em vocês, igualmente, que anuncio que o blog vai passar por algumas reformas! 
Novo layout já está sendo pensado para ele.
Espero, em breve, ele já estar com cara nova!
Que venha 2012 com seus desafios e com suas mudanças!
Continue acompanhando!
Vamos caminhar mais um pouco? =)

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Os Outros

Mais uma teoria:
Imagine se o outro fosse tratado por mim como eu gostaria que eu fosse tratado.
Sempre assim.
Eu cuidando dos outros muito mais do que de mim.
E todas as pessoas passassem a fazer o mesmo. Olhar o próximo como a si mesmas.
Somando, multiplicando e também dividindo e diminuindo, toda essa conta estaria, de certa forma, pendendo para mim.
Porque eu cuido dos outros e os outros de mim.
São muitos para mim e poucos de mim para os outros.
O bem estaria realizado, porque de mim em mim, os outros seriam em muito maior número para mim.
Eu para os outros.
E os outros...
Vocês sabem, e devo dizer, os outros para mim.
Um bonito ciclo, onde quem cuida do outro é cuidado por esses muitos outros.


terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Humanidade



- “Todos nós deveríamos perseguir essa meta: fazer o bem!”
Gabriel Chalita

- “Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia”.
Marina Colasanti [Retirado do Pequeno Livro das Grandes Emoções]

- (...) “Antes que tudo isso se fizesse
o desvalido não morreria de fome?
Conclusão:
Na prática, a teoria é outra”.
Cora Coralina [Retirado do Pequeno Livro das Grandes Emoções]


-"I don't know why the good man will fall
Why the wicked one stands
And our lives blow about
Like flags in the wind"

Brooke Fraser [Álbum Flags, Faixa Flags]

Tremo de escrever. Tremo ao escrever esse texto. Tremo por escrevê-lo.
Mas tenho de transmiti-lo.
...
Há dias venho observando a sociedade como se fosse um pesquisador. Um antropólogo ou sociólogo que tenta se colocar a parte para analisar seu objeto de estudo: os homens. A sociedade.
Confesso que fiz constatações pouco agradáveis. Arrepio-me de concluir o que concluí.
O quanto por vezes os humanos agem impiedosamente e sem pensar. Negando a si mesmos seu maior dom: o da racionalidade.
Vi alguns maltratando animais indefesos e pensei que esses animais seriam melhores do que os da raça humana. Agem pelo instinto e são mais sensatos em seu agir do que os homens.
Vi disputas de egos. Apenas pelo prazer de ser mais e usar disso para se colocar acima dos que são de sua mesma espécie.
Presenciei intrigas e difamações de tal modo reprováveis, que a moral, que também é um diferencial na sociedade, nem parecia existir entre eles.
Fome. Pobreza. Egoísmo.
Tudo isso anotei mentalmente em minhas pesquisas.
Questionei-me por que eles seriam assim se possuem a capacidade de mudar situações.
Perguntei-me, principalmente, quando liguei a televisão algumas vezes para investigar — quem sabe, outras realidades que não a que eu estava inserido —, e encontrei inúmeras notícias de corrupção e maldades contra seus concidadãos.
Imaginei se não seria loucura. Talvez, uma doença coletiva.
Todos continuam com suas capacidades cognitivas, constatei. Não sem muito ponderar. Mas por que, repito, por que não mudam a realidade ao seu redor? Por que perpetuam situações que a sua maioria considera errada?
Horrorizei-me quando li algumas pesquisas e vi que se alguns honestos, que ganham a vida com seu suor e trabalho árduo, tivessem a oportunidade e o poder de alguns desonestos, também, cometeriam as mesmas desonestidades. Absurdo!
Como observador, não deveria interferir e dar minha opinião. É uma pesquisa. Deveria apenas dar meu veredicto ao final dela. Sem interagir e, dessa forma, permitir que outros, igualmente, façam suas análises da sociedade.
Levantei uma hipótese para essas atitudes. Apenas uma que englobaria tantas outras.
“O ciclo” foi como a chamei.
Um dia um homem descobriu a desonestidade e a maldade. Além de desvendá-la, praticou-a com seus próximos. Um desastre se sucedeu pois os que foram vítimas também passaram a ser agressores. E a grande roda da loucura foi formada.
Não deveria ter me envolvido, mas acabei me deixando influenciar pelo meu objeto de estudo.
Deveria ter me afastado o quanto antes.
Mas me acometi de tristeza. Sentimento estranho para um pesquisador que faz uma boa pesquisa, cheia de detalhes e boas constatações.
Pensei no porquê de estar assim.
Os humanos eram minhas cobaias. Apenas deveria analisa-los.
Entristeci-me, porque sou, igualmente, humano. E mesmo que quisesse me manter a parte, a Terra é meu lar junto dos mesmos da minha espécie.
Chorei, porque já me peguei sendo como esses que tanto critiquei em minha análise.
Lamentei, porque é bem provável que seja pior do que muitos deles.
De observador a observado por mim mesmo.
Cheio de defeitos. Egoísta. Errado.
Louco por não mudar a realidade ao meu redor, sabendo que ela anda bem deturpada.
Choquei-me por, aparentemente, não conseguir formular nenhuma solução dentro de minha própria mente.
Desesperança, sentimento bem humano, apoderou-se de mim.
Pergunto-me: Há esperança? Houve alguém, de nossa espécie, que foi diferente?
Busquei entre os mais intelectuais e críticos da sociedade. Queria saciar minha sede de respostas.
No momento em que encontrei minha resposta, fiquei muito intrigado, porque ELE morreu pelos quais amava.
E sua história me diz que Há Esperança.
Estou o conhecendo. E tenho me surpreendido pela perspectiva de nova vida que ELE tem me ensinado.
Seu nome é Jesus e tenho caminhado junto dEle.
Viveu e morreu por mim. Caminho junto dEle, porque me deixou um Espírito Consolador, que me ensina através de Seus ensinamentos dado aos seus profetas.
Confesso que hoje sou mais feliz e tenho esperança de uma sociedade melhor.
Hoje, estou inserido na sociedade e busco transformá-la.
É possível que agora me achem o mais insano deles, porque ser diferente e querer a mudança é mais loucura ainda.

...

Sobre o Texto:
Já disse lá cima que escrevê-lo foi complicado. Ele ficou guardado para análises e reanálises por um bom tempo.
Espero que se sintam tocados assim como eu o fui ao  escrever essas linhas.
Fiquem à vontade para comentá-lo e me dizerem as suas percepções.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Fragmentos do Viver


‎"Litteratura orta corde facit chartam magis pretiosam quam aurum". //  

A literatura nascida do coração torna o papel mais precioso que o ouro.


Tanto pra dizer, tanto pra doar, tanto pra sentir, tanto pra viver...
São esses meus sentimentos e pensamentos. Tanto que quero, que chega a doer ou a me “embobecer”.
E sem coragem de sair, a vontade cresce e ganha volume em um pequeno espaço. Se agiganta e toma conta.
Invade-me e me faz, finalmente, tomar atitudes para viver o meu tanto querer.
Viver. É esse o verbo.
Vontade é um dos combustíveis do viver.
De viver e sentir vontade eu vou é buscar minha satisfação.
Não por puro e mero prazer.
Mas para me sentir completo e a outros igualmente poder preencher.
É o alívio de uma saudade que a gente nem sabia que sentia;
É o medo que devagar se torna pequeno demais para ser sentido;
É a vontade que se avoluma no peito;
É a ausência de certezas que angustia.
Vou caminhando e aprendendo.
Nem sempre em terreno sólido, nem sempre em lugares bonitos.
Mas sim em caminhos necessários para compor o cenário da minha vida, do meu ser.
Nem tudo é certeza, porque o caminho é construído a cada passo.
Em alguns momentos a sós. Em outros, em boas companhias.
Clarice tinha toda razão. O destino sempre faz arranjos melhores que os nossos. Nós não sabemos quase nada. Apenas supomos vagamente.

SUPONHO:
“Ter atitude nem sempre é sinônimo de agir”.
Nesses terrenos por onde ando, está aí o agir. E, com certeza, ele está inserido num âmbito maior do que o das minhas suposições.
Regendo minhas atitudes, o meu viver.

SUPONHO:
“O tempo que sabe mais do destino que nós.”
Nós que não sabemos quase nada, nem sobre o tempo, nem sobre o destino...
E deixo-me assim temperar, porque de suposições e viver. Prefiro continuar a me impressionar com o que a vida tem a me oferecer.

...
*Esse texto me foi dado de presente pela Mariana. Na verdade, ela me ofereceu o que chamou de fragmentos, de maneira que eu os completasse. Contou-me um pouco do que estava vivendo numa excelente conversa de amigos, o que me proporcionou uma real dimensão de como o texto deveria ser. 
Mari, obrigado. Considero-me um sortudo por conhecê-la e, mais ainda, por poder completar um texto seu. Uma parceria que, com certeza, deu certo. Seus fragmentos me encheram de sentimentos bons. Obrigado, mais uma vez.
**Você também, caro leitor, deve conferir esse texto aqui: 
http://cheirodeflor-ensaios.blogspot.com/ (Blog da Mariana)
***Fica a curiosidade de saber quais eram os framentos. Hoje, não mais os são. Formam um belo poema ao viver. Carpe diem.