sábado, 3 de setembro de 2011

Para o Filho Pródigo

Não sei por que você se foi.
Imagino, apenas. O aconchego do lar sempre me foi tão mais chamativo.
Os prazeres sempre me chamam também, sabe. Acho que você não resistiu. Eu acho, vou frisar.
O chamado é de independência. Encontrar seu próprio caminho. Divertir-se sem dar satisfação a ninguém.
É bom, admito. Deve ser. Muitos optam por esse caminho.
Papai o deixou ir. Você pôde escolher.
Sei também que permitiu, mas que continua querendo a sua volta. Ele não ignora o fato de que certas coisas têm de ser perdidas para que outras possam ser encontradas.
Quando tudo disser não. Volte!
Porque é certo que será bem-vindo.
As coisas de casa lhe serão melhor percebidas e apreciadas.
E as do mundo... Ah, mas essas, você e o Pai nem vão se lembrar mais. 
Nosso Pai perdoa e, com certeza, vai querer acompanhar seus passos dali para frente.

*De alguém que resolveu ficar.  

3 comentários:

Anônimo disse...

Querido, tenho certeza que voce é muito diferente daquele irmão rancoroso. Voce é alguem que ficou até agora na casa do PAi, mas está disposto a receber de volta com festa, quem quer que se tenha ido.

Andrea.

Paula disse...

Deixar ir às vezes é tão difícil... mas temos que crer na volta do filho amado e querido...
Posso contemplar o refrão da música:
"os seus olhos me viram no caminho, quando arrependido eu voltei para ti..."

Deus nos surpreende e envergonha a incredulidade!
Paula

Riziely disse...

Gosto da maneira como coloca as palavras ! Saudade de ler você! ;)