sábado, 25 de junho de 2011

Aniversariedade*

Confesso que há algum tempo que tenho um pouco de aversão a essa data, a da aniversariedade. Telefonemas, mensagens, abraços e sorrisos nessa data me constrangem um pouco. Fico feliz em recebê-los, claro, mas não quero que seja uma obrigação para ninguém e nem para eu recebê-los...
Palavras como essas soam de uma maneira mais egoísta do que realmente são em mim.
Dentro, o que acontece segue a linha da saudade, não do egoísmo. O dia me faz querer voltar. Querer um tempo que não volta mais.
Seria o peso da idade sobre mim? Seria esse peso gerando esse sentimento sobre mim?
Estaria eu correndo do que é inevitável a todos nós? E por isso renegar a proximidade dessa data?
Resisto a ela. Fujo dos pensamentos sobre ela.
...
Primeiro telefonema.
Primeira mensagem de texto.
Primeiro abraço.
Primeiro sorriso.
...
E me esqueço das minhas preocupações. E já me rendo à beleza do dia.
E relembro o porquê de comemorarmos o dia de nossos nascimentos.
Agradeço a cada um. Sorrio.
Agradeço a Deus por mais um ano.
E quero que o próximo seja perto dessas pessoas que quebram minha resistência e acabam com meus medos.
Nem a idade pode contra a amizade.
A amizade me faz enxergar.
A idade não pode me atrapalhar a viver o que nasci para ser.
A idade não pode me paralisar, porque tenho pessoas para me lembrar disso.
Sabe, a “aniversariedade” não pode é nunca roubar aminha liberdade, a minha vontade de viver.
Por mais que os ciclos venham e passem, e eu sinta falta deles, isso não pode me impedir de enfrentar e me aventurar no que vem pela frente.
Uma nova primavera chega e tudo novo, com certeza, passarei a enxergar.
Uma nova primavera chega e, de novo, volto a sonhar.

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Por ocasião do meu aniversário e para expressar um pouco do que se passou dentro de mim nos dias que se antecederam a ele e durante ele, de fato.
*Termo inventado por mim. Aniversário aglutinado com idade, dá aniversariedade. Aniversariedade é uma síndrome que precede a data do aniversário, traz medos e vontade de nem comemorar a data. No texto a tratei como o dia do aniversário em sim, mas entendam como um período maior de tempo. Como já mencionei no texto, deve ser curada com um remédio barato, mas valiosíssimo: a amizade.

2 comentários:

Paula disse...

Desejo que você viva as mais lindas primaveras! Mais uma vez, Parabéns! Te admiro e te amo meu irmão! Bjos!

Paulo Henrique disse...

De viver inventando nomes, neologismando-nos, vivemos bem.
Parabéns pelas conquistas recentes e passadas, parabéns pela amizade que consegue ofertar.