sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Mundo sem Fronteiras

"Se eu encontro em mim um desejo que nenhuma experiência neste mundo pode satisfazer, a explicação mais provável é que eu fui feito para outro mundo."
(C. S. Lewis)

Imagino um mundo sem divisões. Um mundo onde o tempo flui, somente isso. Nada é compartimentalizado. Não existem países, raças ou horas.
Tudo é um. Uma grande terra, um grande infinito de pessoas e tempo...
O ano não "vira" e quando penso que quero ir a tal país, contento-me em saber que já estou nele. É tudo um grande espaço.
Não há hierarquias. Somos iguais, por mais que sejamos diferentes.
Nesse mundo, imagino também uma grande roda. Só por querer fazê-la mesmo. Não é necessário ser um feriado especial para se festejar, brincar ou cantar.
Não sou recriminado por sorrir e nem por querer dançar conforme a música do meu coração.
Quando ando não sou questionado para aonde quero ir. As pessoas todas acenam e algumas até me acompanham, porque sabem que todo lugar é casa. Sempre acolhido. Nunca recusado. Livre para ser eu mesmo.
Lá não existe desconfiança, e violência é uma palavra inexistente.
Indiferença e injustiça nunca ninguém nem se quer passou perto.
Um mundo bonito, sabe. Com pés de fruta preparados para ter meninos dependurados neles a todo momento! Tem lago, pato no lago e toda sorte de coisas bonitas que conhecemos.
Acho que muita gente já imaginou esse lugar.
Um mundo sem fronteiras. "Liberdade" seria um bom nome para ele.
É pr'a lá que anseio ir. É lá que procurarei por você.



.Pensando no ano que se vai e em como ele poderia ser sem fronteiras.
.Grato por tudo o que vivi nele! Obrigado, Deus!
.Um ótimo Ano Novo pra tod@s! E se ainda não podemos ter um mundo sem fronteiras, desejo um coração com menos barreiras para todos nós em 2011.



2 anos e 1 dia!

Feliz Aniversário //Happy Birthday // С Днем Рождения // Sretan rođendan // 생일 축하 // 生日快樂 // Grattis på födelsedagen // Joyeux anniversaire

É o que talvez poderia ouvir de alguns dos visitantes que recebi nos últimos 6 meses. Eles são brasileiros, claro; norte americanos; portugueses; russos; canadenses; croatas; chineses; alemães; sul coreanos; noruegueses; suecos; dinarmaqueses e franceses.
O fato é que escrevo e publico para que outros possam ler, mesmo. Não poderia ser hipócrita e não agradecer a todos, seja de qual nacionalidade for, por passarem aqui, entendendo ou não minhas palavras, e pelo menos sentirem meu blog. Quero que as pessoas compartilhem de minha essência contida nas minhas letras, nas minhas lágrimas e risos eternizados em textos.
Ontem, ele fez aniversário e reafirmo o compromisso de continuar publicando o que sou e o que gostaria de dizer. São 2 anos e 1 dia de sinceridade e observância, já que muitas vezes me inspiro em outras pessoas para escrever.
O dia a dia me encanta e é sempre minha maior inspiração. A flor que floresce, o amor paternal, a amizade são todos dignos de notas e mais notas... Produzir um texto é como um pequeno nascimento e o celebro sempre que acontece. E um filho mostramos orgulhosos para outras pessoas, daí mais um porquê da existência do blog.
Quero cultivar meus visitantes. Quero que outros sejam cultivados por ele.
Meu agradecimento será sempre minha bandeira. Meu empenho em escrever estará sempre entre minhas prioridades. E dedicar minha vida a fazer o bem e a glorifcar a Deus também permeará sempre meus textos!

A todos,
Muito obrigado // Thank you // Большое спасибо // Hvala vam puno // 非常感謝你 // Vielen Dank // 정말 감사합니다 // Tusen takk // Tack så mycket // Tak en masse // Merci beaucoup





sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Natal

O natal, às vezes, tem cara de solidão. De desprivilégio. De não querer ver ninguém.
Mas aprendi que ele é bem mais do que isso.
Natal é acolhimento. Alegria. Amizade. Família. Comprometimento.
Sim, comprometimento. E é o que o descreve melhor. É essa definição que mais me incentiva a lhe dizer, caro amigo-leitor, que o natal é muito mais.
É de um amor que alcança os inalcançáveis.
É de uma beleza sem precedentes. Lindo por fora. Lindo por dentro.
Ele é, e é por isso que existe essa data, Jesus.
E, bem, Jesus, igualmente, é natal, o que quer dizer todas as boas qualidades que eu disse acima.
Na minha humanidade, por vezes, não enxergo como e o quanto a data é especial. Mas, meu amigo Jesus me faz lembrar o que a data, realmente, é: a comemoração de Seu nascimento.
Daí, comemorar aniversário é assim, né, com muita alegria, amizade, fidelidade, amor, lembranças de tudo que já vivemos com o aniversariante.
'_ Jesus, que possamos caminhar mais contigo e possamos agora, nessa data, regozijarmo-nos com tudo que já vivemos juntos.
Seu comprometimento me inspira e me faz querer viver sempre ao Seu lado'.

É isso, Feliz Natal!

Do amigo,

Ronni Anderson



.Um pouco antes da noite de natal.




Tirei o Relógio

Sabe, tirei o relógio.
Pra mim o tempo tem que passar normal.
Assim. Sem pressa. Na sua própria marcação.
O relógio me prende, me espreme.
Em algum momento terei de colocá-lo de novo, mas aí muitos tempos já terão passado.
Minha teoria, e agora você entenderá a afirmação acima, é de que há infinitos dentro de infinitos. O tempo se encaixa nesse conceito.
Tirar meu marcador pessoal de infinito do pulso é me jogar sem amarras nesse imenso mar de desobrigações e simplicidade.
Resolvi apenas ver a vida passar, dessa vez.
Sou levado por ela, eu sei.
Ela e o tempo são amigos de longa data.
Infinito atrai infinito e, por isso, igualmente, também sou atraído por eles.
Vida e Tempo entrelaçados. Sou parte vida, parte tempo. Não há como não ser por eles carregado.
Tirei o relógio, porque quero vê-los, vida e tempo, naturais, como devem ser.
Vida e Tempo amigos. E, também, meus amigos.
Levem-me com vocês, porque, como devem ser, eu os aceitei.




.Durante minhas férias, no dia 24/12/2010.
.Carpe diem

sábado, 4 de dezembro de 2010

Antes que Novembro Acabe

Ela não sabia ao certo se devia ou não falar sobre o assunto com alguém. Ana tinha medo de ser censurada.
Todavia, pensar ela podia:
"Novembro foi um mês chuvoso. Cheio de tempestades.
E as chuvas trouxeram com elas muita destruição. Foi ponte caindo, casebre desabando, gente chorando."
Angustiada ela ficou todo esse tempo.
Mas mais do que isso, ela ficou ensimesmada:
"Como algo aparentemente ruim pode trazer coisas boas também?"
Sem a chuva, ela não teria visto aquela bela flor ontem...
Os campos nao estariam tão verdinhos e ela não sentiria aquele gostoso cheirinho de terra molhada.
"-Quanto paradoxo, meu Deus!"

E tudo isso ela ponderou antes que novembro acabasse...

...
(Escrito em 29/11/2010, num momento, provavelmente chuvoso, em que não deveria estar escrevendo.)