segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Quando se relacionar traz aprendizagem - Relato de uma caminhada

Quando foi que eu fiquei tão pequeno?
E passei a voar sobre as nuvens?

Quando amadureci e não percebi?
E passei a caminhar, na — mesmo que parcial — percepção, e total dependência de Deus?

Quando o mundo ficou tão igualmente pequeno?
E houve encontros e despedidas de lugares tão distintos e longínquos no mesmo espaço?


Foram vinte dias.
Queríamos que tivesse sido mais!
Estávamos, no que nomearam muito bem, em Nárnia. Nosso mundo de aprendizagem e irmandade. Talvez, longe do mundo real, em determinados momentos...
Dia nove de janeiro de 2010 estávamos quase todos lá, para ser justo.
A caminhada começou com algumas saudações, mas até aí não sabíamos que seria algo tão intenso e, antagonicamente ao que disse acima, verdadeiro.
Despimo-nos de nossas roupas antigas, meio sujas e cheias de julgo, para colocar uma mais limpa e mais adequada ao que tínhamos sido chamados ali para aprender.
Aprendizagem, como essa palavra é recorrente! Pois foi isso que aconteceu. Eu diria: Surpreendido pela aprendizagem, mais uma vez!
Caminhar ao lado de outros nem sempre é tão agradável. Enxergar neles erros que eu também cometo, irrita. Mas é bom, porque posso ser limpo junto com eles, se permanecemos caminhando juntos. Posso aprender com eles.
Éramos setenta e um no começo da jornada.
Os dias se sucederam, um sempre diferente do outro, apesar de conter elementos iguais aos dos dias anteriores. Percebíamos a nós mesmos e percebíamos a misericórdia, sempre se renovando... Sentíamos nosso Pai ali, tão pertinho de nós.
O louvor sempre vinha fresco sobre nossas almas sedentas.
E a Palavra tão suculenta para nos alimentar.
Algumas vezes, fiquei surpreso ao ver uns carregando e compartilhando as cargas dos outros. E depois, depositando todas elas ao pé do Humilde, que nos oferece um fardo leve.
Quando cansados, íamos a Ele. E nos dizia, sempre: _Vinde a mim... E Eu vos aliviarei.
Houve um momento em que nos separamos, para encontrarmos outros grupos e compartilharmos com eles o que estávamos vivendo.
Ah, mas foi tudo tão intenso!
Vi lágrimas e ouvi histórias que, com certeza, mudaram ainda mais minha percepção do ser humano que nascemos para ser.
Muitas vezes, sentimo-nos de mãos atadas, o que dizer? Mas o Consolador sempre estava lá. Socorrendo aos de espírito abatido e nos ensinando a depender do Altíssimo.
E como é bom ser consolado e guiado por Ele.
Não foi fácil chegar ao vigésimo dia e sair de Nárnia. Só saímos, porque temos a certeza de que Aslan continuaria conosco e ainda nos proporcionaria muitas outras aventuras.
Porque cada amizade feita, cada palavra recebida estarão em nossas memórias para serem revisitadas sempre que quisermos.
Alguns de meus companheiros, eu acompanharei de longe espacialmente, outros mais de perto. No entanto, tendo-os todos, igualmente, vivos em meu coração.


Um relato breve e subjetivo de meus dias no Instituto de Preparação de Líderes da ABU, ocorrido dos dias 09 a 29 de janeiro de 2010, na cidade de Campinas-SP.
Visite o site da ABUB: www.abub.org.br

Foto oficial dos participantes do IPL-2010

2 comentários:

Ivny disse...

Querido Ronni,

Que alegria saber que tudo isso fez e fará muito sentido em sau caminhada.

Agora, mãos à obra! É sempre preciso descer do monte e voltar a trilhar o caminho no vale.

Seja bem-vindo!

Um abraço Ivny e Marquinhos

Marconi disse...

parece que foi de Deus mesmo o negóco, hein...
Feliz por vc.