sábado, 29 de agosto de 2009

Lembranças: Mãe e Cotonetes!

Lembro-me como se tivesse sido hoje... Opa! Mas isso aconteceu hoje mesmo! Dia vinte e sete de agosto de dois mil e nove, para ser mais exato!
Comprei, pela primeira vez, cotonetes!
Vieram 75 deles numa caixinha azul bem delineada e, eu diria, bem arquitetada. Nela estavam os dizeres: "Mais macias, 100% algodão".
Logo que a vi, pensei: "Esses cotonetes devem ser bons!"
Procurei, mas não encontrei o preço da caixinha que, após alguns segundos, já estava nas minhas mãos.
Estava tão precisado de cotonetes! Procurar por eles antes de sair e não ter nenhum, é desesperador! Mas não pensem que sofro de falta de higiene, porque eu lavo as orelhas na hora do banho! (E só fiquei 2 dias sem eles!)
Agora, reporto-me há alguns meses atrás. Estava para mudar de cidade, no que eu penso, para começar uma nova etapa da minha vida: A VIDA UNVERSITÁRIA!
Tudo organizado! Muito choro! Despedidas!
Chegada!
Arrumação!
Caixas de papelão!
Caixas com produtos de higiene pessoal: sabonete, escova e pasta de dente, shampoo e, eles, os cotonetes!
Alguém sabiamente os colocou naquela caixa!
É certo que foi minha mãe!
Aqui, agradeço a ela por ter sido tão atenciosa e zelosa.
No entanto, mãe, nesses 2 ou 3 dias que eu fiquei sem cotonete, foi porque você não está tão pertinho quanto antes.
Mas, mãe, eu cresci. E uma das minhas muitas novas atribuições é ter de comprar cotonetes!
Não esqueci de suas lições, mamãe, e fiz uma boa compra!
Para minha surpresa a caixinha custou apenas R$ 1,00 e toda a minha satisfação de saber e reconhecer o quanto você fez e tem feito por mim.
Mãe, agora, quero retribuir!
Obrigado!


-Uma homenagem a minha mãe Sandra, que no dia 25 de agosto completou mais um ano de vida!
A melhor mãe que poderia querer! Linda, atenciosa, dedicada!
Mãe, parabéns! Sou muito grato a Deus por ser seu filho.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Lembranças: Sobre três filmes, a indiferença e um passeio

__ Bom dia! – disse Bilbo, sinceramente. O sol brilhava, e a grama estava muito verde. Mas Gandalf lançou-lhe um olhar por baixo de suas longas e espessas sobrancelhas, que se projetavam da sombra da aba do chapéu.
__ O que você quer dizer com isso? – perguntou ele. – Está me desejando um bom dia, ou quer dizer que o dia está bom, não importa que eu queira ou não, ou quer dizer que você se sente bem neste dia, ou que este é um dia para se estar bem?
__ Tudo isso de uma vez – disse Bilbo. (...)
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Trecho do livro “O Hobbit” de J. R. R. Tolkien, publicado no Brasil pela editora Martins Fontes (http://www.martinsfontes.com.br/)
...

Acordei disposto hoje. Mamãe saiu logo cedo, deixando-me sozinho em meus sonhos. Levantei tarde. Descobri que estava com fome e vontade de ver TV, mais especificamente, desenho. ‘Ah, as férias acabando e nem parei para assistir desenho. Que ultraje!’ – pensei.
Lembrei-me, então, que não tinha assistido aos filmes a que tinha me proposto no começo das férias. Planos! Fazemos tantos, mas, por vezes, não os executamos.
Mas esse eu tinha de executar. Oras! Tomei meu café da manhã. Comi pouco, três bolachas salgadas com manteiga e uma xícara de café, pois já estava quase na hora do almoço.
Mãe voltou.
Almoçando, conversamos sobre minha vontade de ver alguns filmes hoje. Resolvi esperar minha irmã voltar do trabalho para irmos juntos alugar os três filmes que eu tanto queria assistir. Ela chegou, mas apenas ligou para a locadora com o intuito de verificar e reservar os filmes para eu ir buscar.
Arrumei-me e fui.
Sem problemas. Cheguei à locadora e peguei os três filmes, satisfeito com meu nada grandioso ato. Caminhando e saindo do local da locadora – um supermercado de proporções consideráveis –, avistei um caminhão. Ah, reconheceria aquele caminhão de longe. Ele é de um velho amigo.
Pensei em retornar ao supermercado para procurá-lo. Ele só podia estar lá dentro, já que o veículo estava do lado de fora do local. Prossegui, ignorando meu impulso. Mas eu queria tanto vê-lo! Fiquei com aquilo na cabeça os poucos passos seguintes que dei. Andava, agora, obstinado. Tinha de atravessar a rua. Toda a atenção. Ouvia mp4. Quando estava para realizar a ação. Ouço assovios.
Para minha surpresa era meu velho e saudoso amigo. Amigo de grandes aventuras. O dono do caminhão. Estava sentado em um beiral e balançava as pernas, como um menino. Conversamos, matamos a saudade... Porém, não sei ao certo por que, eu fiquei inquieto, com vontade de ir embora. Não sei. Lembranças antigas, eu acho. Não tão boas e que não deviam estar na minha mente naquele momento prazeroso. Um pé atrás, foi isso que aconteceu. Que coisa! Não podia. Quanta indiferença, é essa a palavra. Devia ter me sentado ao lado dele e ter papeado muito. Saber dele e ele saber mais de mim.
Despedi-me. Corri para o ponto. Recoloquei os fones de ouvido. Veio o ônibus e vi que era um, cujo trajeto seria bem maior do que o necessário para eu voltar para casa. Deleite-me com a idéia! Passear. Rever paisagens que de outra forma não veria antes de voltar das férias.
Peguei o ônibus. Fone nos ouvidos, livro em mãos. Gosto de ler enquanto ando de ônibus. Isso não me atrapalhou a levantar os olhos e observar as tão saudosas paisagens dos tempos que ainda sonhava em conquistar outros horizontes, além daqueles.
De repente, vi pedras, em uma determinada parte do trajeto. Elas fazem parte do rio de minha cidade tão querida, constatei. Mas como não observei o rio antes? Ele estava lá, já no ponto de ônibus. A indiferença gritou de novo. Como não contemplei o rio que corta a cidade, já no ponto de ônibus, onde não veria apenas pedras, mas também suas turvas águas.
Choque!
A viagem prosseguiu. Com a diferença de que redobrei minha atenção aos detalhes. Chega de insensibilidade por hoje, meu inconsciente deve ter me alertado.
Passei por um bairro que tem ruas espaçosas. Lembrei-me de meus tempos de infância. Era tão bom correr pelas ruas de meu bairro. Saudade.
Já em casa, assisti a um dos filmes, sozinho. Minha irmã estava dormindo. Foi bom.
Saldo do dia, se é que posso estimá-lo, positivo. Quero perceber mais as coisas que estão a minha volta.

O Poder das Palavras...


Falas do filme "Coração de Tinta":

Meggie: _ Eu escrevo sobre ela, às vezes.
Mortimer: _ Escreve?
Meggie: _ Eu faço histórias sobre...
Mortimer: _Você faz histórias? Meggie, você sabe que não quero você fazendo isso.
Meggie: _ Mas eu tenho. Eu sinto que as palavras a trazem de volta para mim.
Mortimer: _ Sim. A palavra escrita. É uma coisa poderosa.