segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Onde tudo é tão especial!



Por aqui a chuva cai em pingos incertos e finos, digamos assim... Quase um chuvisco! Olhei, deitado na cama, por entre a tela da minha janela em meu quarto, e ela parecia dançar... Passa um, passa outro... Parecia dançar, ah, isso sim! Linda dança, por sinal. Mas acho que ela teve o efeito de assomar em mim um sentimento de incertezas e saudosismo que há alguns dias já vem crescendo dentro, aqui, em meu peito!

Esses dias, lia em meu quarto e enquanto corria os olhos, diga-se, atentamente, por um livro do Lewis (ah, querido!), ouvia barulhos de crianças correndo e brincando, também gritando, do lado de fora de minha casa, na rua... Ah, mas a saudade falou fundo em meu ser. Quando era eu que corria ali... Tantas vezes fiz isso... O coração aperta, fica miudinho! As mudanças fazem isso comigo.
Olha, a chuva aumentou! O dia se prepara para levar aquela classificação de dia-bom-para-domir e eu ainda acrescento, dia-bom-para-dormir-e-ler. Mas, talvez eu fuja do ler... Esse verbo tem me trazido muitas lembranças. Conversas não faladas, mas muito bem sentidas no MSN. Recados marotos no orkut! Uma diversão. Amigos, amigos, com quem posso compartilhar o que leio. Sei que eles continuarão dispostos a me ouvir, porém a distância tem se acumulado em mim... Quilômetros e quilômetros crescem dentro em mim.

Desculpe, se estou sendo muito subjetivo. Preciso disso.

Outra cidade, outros ares, novas coisas e, quem sabe, novos amigos.
Bem, é certo que não me esquecerei desses que tenho nesses quilômetros ainda pertos... Sei que posso correr e me encontrar com eles, porque ainda estão pertos o suficiente... Pertos de mim... Ah, a distância... As conversas escritas continuarão a mesma coisa? Porque posso ler algo e por aqui mesmo sair correndo para me encontrar com o falante... (...risos!)
Apesar de que agora me recordo que minhas conversas com alguns amigos longínquos que, por esses dias, digamos, eu arranjei, têm transcorrido tão alegres e acolhedoras, que é provável que com os daqui-mesmo ocorram dessa maneira também... Assim, eu espero! Senão o longe transformar-se-á, em quase, inalcançável e é bem provável que caia no choro, já na primeira conversa pós-viagem... E não poderei sair correndo para os encontrar!

Nem meu quarto, nem minha janela, nem minha cama, nem meu livro, nem meus pais, nem meus irmãos e nem meus amigos!

O que me conforta é que eles permanecerão em minha memória e bem vivos em mim, cada um ao seu modo... Tudo o que vivemos juntos, lembrar-me-ei com prazer! E, quem sabe, um dia, ainda não revivamos — em nossas conversas pessoais, nada de mensagens instantâneas — tudo de novo!
A chuva começou fina, dançando; engrossou, e já parou... Quase o tempo de escrever esse desabafo!
Agora, o Sol (lindo!) já começa a querer me iluminar novamente, por aqui!
(Onde tudo é tão especial para mim!)


Ronni Anderson G. da Silva (16/02/2009)